
A principal empresa cabo-verdiana importadora de cereais está a antecipar compras para garantir ‘stocks’ até final do ano, como prevenção face ao eclodir dos ataques militares no Médio Oriente, disse a diretora-geral da Moave à Rádio Cabo Verde.
“Antecipar importações, sim, para garantir alguma estabilidade de preços: tínhamos que tomar posições de imediato”, referiu Vera da Luz, diretora-geral da Moave.
Segundo explicou, o objetivo é evitar eventuais efeitos negativos, notando que se regista já um aumento no preço do transporte de cereais, em particular, de trigo.
“Contamos que isso possa acontecer, no geral, em todos os produtos e queremos garantir o ‘stock’ até ao final do ano. Estamos a falar de trigo, milho, arroz”, havendo nalguns casos importações que já vinham a caminho, com preços anteriores.
Aquela responsável referiu que há uma boa colheita de cereais a nível global e que, a haver incerteza, não será por via do abastecimento, mas sim “ao nível do preço dos transportes, que podem afetar os custos de importação”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
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