Enacol garante não haver risco de rutura de combustíveis em Cabo Verde
Economia

Enacol garante não haver risco de rutura de combustíveis em Cabo Verde

O país não tem exposição direta com a instabilidade no Irão, pelo que o diretor-geral da empresa garantiu ontem que o abastecimento de combustíveis está assegurado. Luís Flores sublinhou que as estações de serviço estão devidamente abastecidas, descartando "qualquer motivo de preocupação" imediata. No entanto, admitiu que o país poderá sofrer impactos indiretos caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.

O diretor-geral da Enacol, Luís Flores, garantiu esta quarta-feira, 04, que o abastecimento de combustíveis em Cabo Verde está assegurado e que o país não tem exposição direta com a instabilidade no Irão, decorrente da guerra.

Em declarações à Inforpress, o responsável da Enacol assegurou que os níveis de stock "estão em alta", incluindo as estações de serviço devidamente abastecidas, descartando "qualquer motivo de preocupação" imediata.

“Em termos do abastecimento do país, não há, neste momento, nenhum motivo de preocupação, absolutamente nenhum”, salientou o responsável de uma das duas maiores distribuidoras de combustíveis no arquipélago.

Luís Flores explicou que Cabo Verde não importa petróleo bruto nem produtos refinados provenientes do Médio Oriente, sendo o mercado nacional abastecido, essencialmente, por refinarias da costa ocidental africana e da Europa Ocidental.

Impactos diretos poderão ocorrer caso o conflito se prolongue

"Recebemos gasóleo há pouco tempo e as esferas de gás estão relativamente atestadas. Os abastecimentos são previstos com dois meses de antecedência", detalhou o diretor-geral, confirmando que as próximas remessas do país já estão calendarizadas para final de março e para o mês de abril.

Contudo, Luís Flores admitiu que o país poderá sofrer impactos indiretos caso o conflito no Médio Oriente se prolongue, por razão da instabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que acaba por determinar as tarifas praticadas internamente.

Quanto à subida acentuada dos preços do gás natural (superior a 30%) que afeta mercados como o europeu, a China e a Rússia, Luís Flores esclareceu que Cabo Verde permanece "imune", uma vez que o consumo doméstico e industrial no arquipélago é de gás butano e não de gás natural.

A administração da Enacol avançou, ainda, que mantém contactos regulares com o Ministério da Indústria, Comércio e Energia, bem como com a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), para a supervisão conjunta da situação energética em Cabo Verde.

C/Inforpress
Foto: Enacol

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