Preço do petróleo: MpD diz que Governo tem medidas “responsáveis, equilibradas e flexíveis”
Política

Preço do petróleo: MpD diz que Governo tem medidas “responsáveis, equilibradas e flexíveis”

Segundo a deputada Isa Miranda, as medidas do Governo para mitigar os efeitos da subida do preço do petróleo são “responsáveis, equilibradas e flexíveis” e que poderão ser implementadas de forma isolada ou conjunta, de acordo com a evolução dos preços internacionais.

O Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) saudou esta sexta-feira, 13, as medidas anunciadas pelo Governo para mitigar os efeitos da subida do preço internacional do petróleo, considerando tratar-se de uma resposta “responsável e estrategicamente orientada”.

A posição foi expressa pela deputada Isa Miranda, durante uma declaração política, no seguimento da comunicação feita ontem ao país pelo primeiro-ministro, sobre medidas de mitigação destinadas a fazer face aos choques inflacionistas no setor energético, decorrentes da situação de guerra no Médio Oriente.

A deputada do MpD aludiu ao facto de, em poucos dias, o preço do petróleo ter passado de cerca de 70 para mais de 90 dólares por barril, podendo ultrapassar os 100 dólares caso o conflito no Médio Oriente se prolongue, com reflexos diretos na economia mundial.

“Quando o petróleo sobe desta forma, o impacto sente-se em toda a economia mundial, seja nos transportes, na eletricidade, na produção e, inevitavelmente, no custo de vida”, salientou a parlamentar.

Medidas “prudentes e preparadas” para serem acionadas

Isa Miranda sublinhou que, sendo Cabo Verde um país insular altamente dependente das importações, os choques externos acabam por ter efeitos inevitáveis na economia nacional, razão pela qual considerou importante a atuação antecipada do Governo.

De acordo com a deputada, o executivo apresentou um conjunto de medidas “prudentes e preparadas” para serem acionadas caso os efeitos inflacionistas externos se reflitam nos preços internos dos combustíveis.

Entre as medidas anunciadas por Ulisses Correia e Silva, destacam-se a suspensão temporária da atualização dos preços, com compensação às petrolíferas pelo défice resultante, a aplicação de descontos equivalentes ao aumento das receitas do IVA gerado pela subida do combustível importado, bem como eventual redução de impostos sobre os produtos petrolíferos.

Para Isa Miranda, trata-se de medidas “responsáveis, equilibradas e flexíveis”, que poderão ser implementadas de forma isolada ou conjunta, de acordo com a evolução dos preços internacionais.

C/Inforpress
Foto: Captura de Imagem/ANTv

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