Pub

agua desperdicio e1474997120779

O Governo decretou situação de emergência hídrica no território nacional, alegando extremo escassez de chuva nos últimos anos, trazendo impactos directos na saúde, na agricultura e na economia.

De acordo com o Boletim Oficial (B.O.) desta terça-feira, 7, o Governo informa que esta medida é tomada considerando as circunstâncias que o País enfrenta de escassez extrema de chuva, e uma vez que as precipitações acumuladas nos anos anteriores tiveram consequências e repercutiram na média anual, no volume dos caudais, na oscilação dos níveis piezométricos, trazendo impactos directos na saúde, na agricultura e na economia.

Aponta  que os volumes precipitados não tiveram recuperação no volume de água, armazenado nos principais reservatórios do país e que a disponibilidade de água nessas infra-estruturas não foi satisfatória, e que o nível da disponibilidade hídrica subterrânea estimado se encontra abaixo do valor indicativo praticado pelas Nações Unidas, o que coloca o País numa situação de emergência hídrica.

O mesmo documento indica também que a irregularidade da precipitação em Cabo Verde é agravada com situações frequentes de escassez hídrica para o consumo humano e uso na agricultura, o que justifica a necessidade urgente de adopção de medidas que permitem uma gestão adequada da água no arquipélago.

Nesta linha, conforme o B.O., "fica o Ministro da Agricultura e Ambiente autorizado adoptar as medidas regulamentares e administrativas necessárias ou adequadas para minimizar a situação de emergência hídrica".

O Governo avança que durante o período de vigência da situação de emergência hídrica podem ser impostas as  restrições no uso da água, nomeadamente limitações temporárias de consumo da água, redução dos volumes de água autorizados, alteração dos modos da sua utilização e suspensão ou revogação de direitos de uso.

Por outro lado, lança ainda a redefinição das prioridades de fornecimento de água e alteração do modo de operação de centrais de produção e das demais instalações relacionadas com o abastecimento público e com o serviço de saneamento.

Quanto às boas práticas, o B.O. orienta a divulgação maciça do Manual de Boas Práticas para a gestão e prevenção de conflitos de uso da água, a avaliação temporária e periódica, pelo menos duas vezes ao ano, das disponibilidades de água nos furos, nascentes, poços e outras origens, de modo a estabelecer “níveis de criticidade das reservas hídricas”, no início de época seca e fim de época pluvial, entre outros.

Com Inforpress



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentários  

0 # Kulundjulu575 09-01-2020 04:22
Tudo isso para justificar o aumento do preco da agua e a gestao desastrosa da ADS e quejandos. ............ gestao de pontche e mais IVA e taxas fixas roubos permanentes. para o estado. .......
Responder
0 # Atento 08-01-2020 07:16
Deve-se primeiro controlar o uso de água lá onde o Estado é que paga.
O resto há que já estamos a sofrer a penúria da falta de água. Aliás se não temos água como é que gastamos?
Responder
0 # Marta 07-01-2020 23:36
Ku grande aumento de tarifas tudo alguém ki ta paga água ta poupa consumo ta reaproveitamento tudo água, triste é quem ki ka ta paga ki ta straga água sem dó nem piedade, sim tb ta contice ku energia, nenhum de kes serviços la ka tem boa vontade na tra roubo n ca ta entendi pamodi, és ta fica só manda perssegui kem ki ta pagas. Ma um dia certo isso terá um solução boa pa nhos
Responder