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lino magno 

Uma procura encontrada. Buscando uma razão de ser, sem saber que já é.

Um sentido latente, e imaterial, bem junto, presente no âmago do ser, mesmo assim, dúvidas enigmáticas perturbam no cerne da procura.

Uma procura encontrada, faltava a consciência da própria consciência. Um reconhecimento real, facto presente, sem antes ser observado. Uma observação visualizada introspetivamente, sem resquício de sequelas, puramente real, numa dimensão lúcida.

Uma procura sem sentido, com uma lógica sem lógica, uma dialética pessoal, cuja face não tem cor. Um ser sem saber que é. Numa procura incessante, sem paz, andando microscopicamente, finalmente, deu-se conta da realidade presente, de um ser que já é, e nunca deixou de ser.

A voz do encanto que paira sobre a minha alma faminta, que, quando encontra, perturba. Mas, nem sempre encontramos uma razão pela qual trilhamos o caminho que trilhamos, mas, realmente quando tudo se esconde, a voz que antes falava, hoje não escuta. Porque o dilema sistêmico da ação ambígua, veio, bradou-me, e agora, resta-me a esperança, e o ardor de uma manhã reluzente, de um dia sem dor, de um céu estrelado.

O magnífico veio, o estandarte está comigo, e assim, vou manter a minha voz até o sol se pôr.

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