Não nos podemos nunca esquecer que todo o excesso - seja a autoadmiração, a vaidade e o egocentrismo - podem levar-nos a um vazio existencial. Os perigos da vaidade e do amor próprio desmedido; a obsessão para consigo, pode levar à ruína. Reflectindo sobre a lenda de Narciso, somos convidados a procurar a essência da vida onde o espelho é apenas um ponto de partida para o autoconhecimento, e não o destino final. -O que é que isto tem a ver com as eleições autárquicas na Cidade da Praia? TUDO!
A lenda de Narciso, proveniente da mitologia grega, conta a história de um jovem que, pela vaidade e auto-adoração, apaixonou-se pelo seu próprio reflexo na água.
Morreu de fome e sede à beira da fonte, consequências da obsessão para consigo mesmo e da desconexão com o mundo ao redor, pois foi incapaz de desviar o olhar sobre si mesmo.
Esta lenda, quando aplicada ao nosso quotidiano, traz reflexões profundas sobre a nossa relação com a nossa identidade, auto estima e as dinâmicas sociais.
No mundo moderno, o mito de Narciso pode ser interpretado como um alerta para os perigos do narcisismo e do individualismo exarcebado, especialmente numa era marcada pelas redes sociais e pela cultura da aparência.
Muitos de nós, assim como Narciso, arriscamos a perdermo-nos na busca por uma validação externa ou na tentativa de projectar uma imagem distorcida sobre nós próprios.
As redes sociais amplificam esse comportamento ao oferecer “espelhos digitais” onde constantemente reflectimos, analisamos e editamos, não só as nossas fotos mas também as nossas vidas, para atender a padrões irreais de beleza, de sucesso e/ou felicidade. Construindo uma identidade falsa, esquecemos de nutrir relações autênticas e de valorizar aspectos e características da nossa verdadeira essência.
Não quero dizer com isto que é errado reconhecer o nosso próprio valor e apreciar a nossa individualidade. Mas é essencial encontrar um equilíbrio entre amar a nós próprios e em conectarmos com os outros; olhar para dentro, mas interagindo com o mundo exterior. Só assim não nos tornamos egocêntricos.
Não podemos nunca esquecer que todo o excesso - seja a autoadmiração, a vaidade e o egocentrismo - podem levar-nos a um vazio existencial. Os perigos da vaidade e do amor próprio desmedido; a obsessão para consigo, pode levar à ruína.
Reflectindo sobre a lenda de Narciso, somos convidados a procurar a essência da vida onde o espelho é apenas um ponto de partida para o autoconhecimento, e não o destino final.
-O que é que isto tem a ver com as eleições autárquicas na Cidade da Praia?
TUDO!
A humildade lactente de Francisco Carvalho conquistou o eleitorado e abriu portas que o egocentrismo de Abraão Vicente jamais alcançará.
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