...o que resta a Ulisses e aos seus fiéis é mesmo a porta dos fundos. Foi isso que o voto popular soberano expressou nestas eleições. O país precisa de respirar e livrar-se o mais rapidamente possível da entorse antidemocrática que o vem dominando. Apareça, dr. Ulisses, deixe de se esconder e assuma as suas responsabilidades, já provocou danos suficientes ao seu partido e ao país, a porta de saída está mesmo ali ao fundo à sua espera. Tenha, pelo menos, essa dignidade!
Ulisses Correia e Silva – o principal derrotado das eleições de domingo – está preso a uma mudez reveladora e, expondo mais uma vez a sua cobardia política, mandou o moço de recados falar com os jornalistas, num arrazoado de lugares comuns e revelando que este MpD ulissiano não percebeu nada do que se passou na noite fatídica.
Tão-pouco deu a cara um único de seus vices que, durante estes oito anos, fundamentalmente por oportunismo e proveito próprio, têm andado com Ulisses ao colo.
E, neste momento de incertezas para o MpD, onde estão essas figurinhas que, em nome do chefe (e muitas vezes sem o seu conhecimento), perseguiram pessoas por pensarem diferente e inventaram inimigos onde só havia gente preocupada com o futuro do partido e do país?
Só resta a Ulisses a porta dos fundos
O voto popular, a soberania maior da democracia, apontou a porta dos fundos a Ulisses e ao seu governo. Foi isso que aconteceu! E eles ainda não perceberam, pobres coitados.
O “grande líder”, o “invencível ganhador de eleições” fica para a história como o primeiro presidente do MpD a perder umas eleições autárquicas, e a perdê-las de forma absolutamente humilhante para um partido que está no governo e liderou sempre a Associação Nacional dos Municípios Cabo-Verdianos. E fica, ainda, para a história, como o primeiro-ministro mais incompetente e inábil que Cabo Verde já teve.
Um presidente do MpD que se envolveu ativamente na campanha e traçou um objetivo claro: “tomar a Praia custe o que custar” e ganhar as eleições autárquicas em todo o país.
Ulisses e a sua entourage não só não tomaram a Praia como infligiram ao MpD a maior derrota de sempre. Uma derrota, aliás, que decorre da forte rejeição ao próprio Ulisses e ao governo.
O país precisa de respirar
Quem pensa que é possível passar o pano sobre isto está absolutamente equivocado, o que resta a Ulisses e aos seus fiéis é mesmo a porta dos fundos. Foi isso que o voto popular soberano expressou nestas eleições. O país precisa de respirar e livrar-se o mais rapidamente possível da entorse antidemocrática que o vem dominando.
Apareça, dr. Ulisses, deixe de se esconder e assuma as suas responsabilidades, já provocou danos suficientes ao seu partido e ao país, a porta de saída está mesmo ali ao fundo à sua espera. Tenha, pelo menos, essa dignidade!
A derrota ulissiana abre o caminho para um novo ciclo político no país, que está farto da arrogância, do autoritarismo da perseguição a quem pensa diferente e da incompetência.
O país clama por outros protagonistas!
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A equipa do Santiago Magazine