Disciplina emocional: Um imperativo categórico
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Disciplina emocional: Um imperativo categórico

A necessidade de estarmos preparados e fortes emocionalmente é um imperativo. Uma boa parte de obras literárias vêm sendo produzidas e vários escritores, palestrantes, estudiosos, debruçam exaustivamente nessa temática. As escolas, as universidades, os serviços de saúde e tantos outros setores humanos, devem debruçar sobre o assunto, "Disciplina emocional". Precisamos de uma sociedade consciente e produtiva, pessoas saudáveis, profissionais ousados e competência emocional que cumpre o rigor de excelência.

É mais do que certo e evidente, que a nossa motivação oscila entre avanço e recuo. Entre permanecer e desistir, nesse caso, podemos submeter o nosso crescimento ao crivo ambivalente da nossa ação motivacional. Quando cessa a motivação, a única resposta e recurso a ser usado, é a disciplina emocional. Ela deve reacender como decisão determinante e princípio categórico no processo de desenvolvimento e progresso. Ficar à mercê da nossa motivação, é ficar pelo caminho.

A motivação cessa, é nesse ponto que temos que nos acordar de uma certa ilusão.

Quem deseja vencer, precisa entender esse ponto chave. Limitar as nossas ações e progressos à vinculação motivacional, é perigoso.  Disciplina emocional não se limita ao mero pormenor da motivação. Ela segue um princípio decisório e fulcral; sem atropelos emocionais e nem circunstanciais. Vence obstáculos, reconquista novos cenários e atinge grandes metas com mestria.

Para tal será necessário o escopo da disciplina emocional. A disciplina emocional não nos prende ao fator da dependência e sim da responsabilidade pessoal, do poder da iniciativa e da mudança. Ela nos impulsiona ao crivo da responsabilidade e não da dependência. A disciplina emocional sem dúvida, é um dos temas mais importantes a ser pensada e estudada.

A maioria pensa que a motivação é o único processo ou mecanismo que nos impulsiona na realização de tarefas e obtenção de resultados. Nem sempre estamos motivados, e ás vezes falta-nos a motivação para avançar.  A questão central seria: o que fazemos quando acaba a nossa motivação? Devemos lembrar que motivação é como a dopamina no cérebro,  uma hora ou outra acaba. Quando a motivação acaba só a disciplina emocional resolve. Ela nos resgata da inércia e da fragilidade comportamental. Eleva o nosso status e proporciona a estabilidade.

O que é a disciplina emocional? É a capacidade interna de percebermos que não podemos limitar as nossas ações com base em aspetos emocionais. A emoção pode falhar, oscila e nem sempre está pronta. É neste vazio da motivação, que entra a disciplina emocional.

Se fala tanto da "Inteligência Emocional," da "Gestão Emocional", mas muito pouco se fala da disciplina emocional, da autonomia emocional e da educação emocional. A sociedade nunca ouviu tanto do tema que diz respeito ao aspeto emocional como hoje.

A necessidade de estarmos preparados e fortes emocionalmente é um imperativo. Uma boa parte de obras literárias vêm sendo produzidas e vários escritores, palestrantes, estudiosos, debruçam exaustivamente nessa temática.  As escolas, as universidades, os serviços de saúde e tantos outros setores humanos, devem debruçar sobre o assunto,  "Disciplina emocional". Precisamos de uma sociedade consciente e produtiva, pessoas saudáveis, profissionais ousados e competência emocional que cumpre o rigor de excelência.

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SOBRE O AUTOR

Lino Magno

Teólogo, pastor, cronista e colunista de Santiago Magazine

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