
No dia em que foi eleito com esmagadora maioria, António José Seguro, que concitou o apoio de setores heterogéneos que vão da esquerda à direita, deixou um sinal de que, não querendo ser oposição ao governo, vai estar atento ao país e exigir resultados. O presidente da República eleito relembrou o que disse durante toda a campanha: "Sou livre, vivo sem amarras” e “a minha liberdade é a garantia da minha independência", destacando a sua "total lealdade" à Constituição e deixando claro que a sua palavra “terá peso e consequência”.
Este domingo, 08, António José Seguro foi eleito o presidente da República com o maior número de votos da história da democracia portuguesa, obtendo 3.482.481 votos (66,82%) contra o candidato da extrema-direita, André Ventura (33,18%).
Ao contrário do seu opositor que, embora perdendo por uma margem esmagadora, afirmou ser, a partir de ontem, o líder da direita portuguesa, António José Seguro começou o seu discurso enviando os seus sentimentos e expressando solidariedade às famílias das 15 vítimas mortais decorrentes da tempestade que abalou recentemente o país.
Seguro, que concitou o apoio de setores heterogéneos que vão da esquerda à direita, deixou um sinal de que, não querendo ser oposição ao Governo, vai estar atento ao país e irá exigir resultados e, neste particular, disse que não aceitará “burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto”, acrescentando: “visitarei as zonas afetadas para garantir que esses apoios estão a chegar. Nos vos esquecerei e não vos abandonarei. A resposta à dor não é o grito, é o trabalho e há muito trabalho a fazer”, destacou o presidente da República eleito.
Declarando que a maioria que o elegeu se extinguiu após o anúncio do resultado do sufrágio, António José Seguro disse que será o presidente de todos os portugueses.
O presidente de todos os portugueses, livre e sem amarras
Relembrando a sua origem social humilde, António José Seguro deixou claro: “Continuo a pensar igual, sou o mesmo de sempre, sou um de vós, um de nós. Esta vitória não é minha, é nossa. É de cada pessoa que acreditou e tem esperança num país melhor, num Portugal moderno e justo, onde tomos somos iguais nas nossas necessidades e diferentes nas nossas liberdades. Um país que avança sem deixar ninguém para trás” e enfatizando ser o presidente de “todos, todos, todos” os portugueses, sem exceção.
O presidente da República eleito este domingo relembrou o que disse durante toda a campanha: "Sou livre, vivo sem amarras” e que “a minha liberdade é a garantia da minha independência".
Destacando a sua "total lealdade" à Constituição, Seguro disse, ainda, que, enquanto presidente da República a sua palavra “terá peso e consequência”.
“Não falarei por tudo e por nada, mas quando falar será para defender o interesse público, garantir a independência nacional e assegurar as condições do exercício da nossa soberania”, reiterou António José Seguro.
Foto: Facebook/António José Seguro
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