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Cabo Verde caiu três lugares no índice da democracia, mas continua a ser o país lusófono mais bem posicionado ocupando a 26ª posição, revelou hoje o Índice da Democracia elaborado pelo The Economist Intelligence Unit.

De acordo com os dados divulgados, Cabo Verde mantém-se como o país lusófono mais bem colocado, ocupando a 26ª posição à frente de Portugal, que está no 27º lugar, de Timor-Leste na 42ª e do Brasil que está na 50ª todos classificados como “democracias com falhas”.

Apesar de ter mantido a mesma pontuação do índice anterior, Cabo Verde caiu três lugares na lista relativamente a avaliação anterior na qual ocupava a posição 23, e teve melhores pontuações nos critérios processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis e funcionamento do Governo e piores pontuações estão na participação política e cultura política.

Num índice que não inclui São Tome e Príncipe, Timor-Leste manteve a pontuação, mas subiu um lugar no índice enquanto o Brasil melhorou a classificação.

Angola está na posição 123, Guiné-Bissau 157 e Guiné Equatorial 161 e mantêm a classificação de “regimes autoritários” com pequenas oscilações quer nas pontuações, quer na posição do índice.

A Guiné-Bissau mantém a posição zero no critério funcionamento do Governo e a Guiné Equatorial o mesmo valor no requisito processo eleitoral e pluralismo.

Publicado anualmente, o Índice da Democracia, do Economist Intelligence Unit, avalia a prestação dos países em cinco indicadores principais: o processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.

Os dados indicam que a media global do índice da democracia no mundo manteve-se estável em 2018, pela primeira vez em três anos, mas 42 países baixaram a sua cotação e apenas 4,5 por cento (%) da população vive em plena democracia.

O documento revela que, relativo ao ano passado, nenhum dos países da Europa Ocidental considerados “democracia com falhas” conseguiu passar para “plena democracia” e fazem parte deste grupo países como Portugal, França, Bélgica, Chipe Grécia e Itália.

No topo das melhores democracias estão a Noruega, Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Canada e Irlanda.

O Índice da Democracia diz ainda que um terço da população vive sobre regimes autoritários grande parte na China, e registra duas importantes mudanças: a Costa Rica que passou de uma “democracia com falhas” para “plena democracia” e na Nicarágua, que passou de um “regime com falhas” para um “regime autoritário”.

Dos 167 países analisados há um total de 20 “democracias plenas”, 55 “democracias com falhas”, 39 classificados como “regimes híbridos” e 53 “regimes autoritários”.

Com Inforpress



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