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Por: Helena Delgado*

Helena

Uma mera opinião de quem já se encontra em estado de delírio por não conseguir encontrar solução justa para todos os envolvidos na sua estrutura e remetendo os pensamentos unicamente à questão da nossa sobrevivência a custos mínimos.

Ainda a ficha não caiu!

Não temos a real perceção do vírus que está nos assolando e do seu impacto a cada um, às famílias, às ilhas, ao país e aos continentes.

Seja lá o que for, visto que cada indivíduo tem a sua análise dos acontecimentos mundiais de hoje (em função das suas crenças, religiões e outros) algo está a nos dizer que simplesmente temos de parar e isolarmos para que possamos tentar sobreviver, mas parece que mesmo com os números de infetados e de mortes mundiais, ainda não entendemos a mensagem e estamos a discutir em que condições devemos parar e a que valor cada um está disposto a fazê-lo.

Senhores, para fazer esses cálculos é simplesmente cada um decidir que valor a sua vida, a da sua família, dos seus amigos…. e outros, custam.

Assim sendo, é entendimento geral que só se sobrevive com isolamento total para tentarmos evitar o caos que já se encontra em Itália, Espanha e por aí fora. Para isso, as equipas que devem estar operacionais em Cabo Verde, aonde não temos condições para gerir infetados em massa, é o mínimo necessário para garantir sobrevivência em condições mínimas tais como:

1. Alimentação a população

2. Serviços de saúde

3. Segurança publica

4. Água

5. Luz

6. Infraestruturas de saneamento funcional

7. Meios de comunicação e suportes para tal de forma a estarmos em sintonia e informados como forma de ajudar uns aos outros.

Corona Helena

Pode ter acontecido que algo tenha ficado por identificar, mas a mensagem é que precisamos unicamente do que é necessário para sobrevivermos e o resto deve ser congelado. E nisso a lista é enorme e não entrarei com ideias partindo do princípio que todos entendem o que é congelar e o que significa morrer por não termos tomado essa decisão atempadamente.

A outra questão relevante, é qual o valor mensal precisamos para mantermos vivos.

É meu entendimento também que numa situação dessa o Governo deve ter o compromisso de manter os itens 2 a 7 referidos acima como infraestruturas necessárias e exigidas no momento com parcerias ou não ou que venha a ser discutido serem descontados nos impostos futuros a quem sobreviver, e que o ponto 1 - Alimentação - o valor publicado que o INPS vai assumir, ou seja, 35 % dos salários, seja o necessário para nos alimentar, sendo que deve garantir que cobre quer inscritos ou não quando se trata de carenciados.

Podemos ainda analisar cortes desses 35% do INPS a pessoas que auferirem, até a data, salários em valores que conseguem suportar a situação dessa pandemia, excluindo, claro, os que estarão a laborar.

Sim, foi decidido que as empresas também devem assumir 35% dos salários. Há aquelas que conseguem e devem assumir por uma questão de honra e apoio à sociedade e há aquelas que não vão conseguir, simplesmente porque não têm onde ir buscar os 35% sem atividade, sem faturação. Vamos perder mais dias a discutir isso? Vamos impor e assumir que esse valor vai ser pago por todas as empresas mesmo sabendo que não acontecerá?

Não estamos em tempos e com tempo de rever planificações, então temos de contar unicamente com o certo sob pena de o erro do incerto nos custar a vida.

Temos ainda hoje em Cabo Verde milhares de colaboradores a trabalhar em serviços completamente dispensáveis nos dias que vivemos, expostos e quiçá a propagar o vírus, unicamente porque estamos a questionar valores e a pensar no impacto desses.

Até quando? Ninguém tem essa resposta …. Até quando não tivermos risco de infecção e a nossa própria estrutura aguentar.

Até agora, o Governo tem tomado medidas assertivas, pelo que merece os meus parabéns pelo belíssimo trabalho, no entanto ainda tem determinadas questões do qual a situação exige decisão imediata e atempada mesmo quando parecem ser radicais, para que tudo o que já tenha decidido faça sentido.

As minhas desculpas a todos do qual a minha opinião/ignorância na gestão pública/gestão de pandemia não lhes parece realista, levem em conta as minhas palavras escritas no primeiro parágrafo.

*Artigo originalmente publicado na página da autora no facebook

Comentários  

-2 # Pedro 26-03-2020 12:48
Zeh... Beba cha de limao e ginger.
Responder
-5 # Carlos 25-03-2020 20:29
Caros Senhores do Santiago Magazine,
Sei que nao vao publicar. De qualquer forma vai um aviso. Voces tem um potencial enorme para ser uma referencia.
Se querem ser uma referencia mudem de estrategia. Publicar uma opiniao sem nexo, extraido do facebook e uma aberacao. O texto e pobre e nao tem nenhum nexo...mal escrito, sem concordancia e horrivel pa. Um titulo patetico... E preciso rigor meus senhores.
Cordialmente,
Responder
+2 # Zeh 26-03-2020 00:22
Carlos L, plagiador. Bu portugues ka nada midjor.
Responder