
Os preços mundiais de exportação dos principais produtos alimentares de base apresentaram uma tendência mista na semana de 21 a 27 de Janeiro de 2026, com o óleo de soja a manter a valorização moderada.
De acordo com o documento do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os movimentos de preços foram influenciados por factores produtivos, cambiais e pela procura externa nos principais mercados globais.
Na Rússia, as cotações permaneceram estáveis, enquanto a SovEcon manteve a previsão dos envios de Janeiro em três milhões de toneladas, elevando a projecção anual para 45,7 milhões de toneladas.
Na União Europeia, as flutuações cambiais contribuíram para a subida dos preços, apesar das preocupações com a competitividade, e na Argentina a produção foi revista em alta para um recorde de 27,8 milhões de toneladas.
Relativamente ao arroz, os preços mundiais de exportação registaram igualmente uma tendência mista face à semana anterior.
Na Tailândia, as cotações de exportação fixaram-se em 384 dólares FOB por tonelada, enquanto no Vietname os preços recuaram devido à fraca procura, embora a oferta restrita tenha limitado as perdas.
No segmento do óleo de soja, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de alta observada na semana passada.
Na Argentina, as cotações aumentaram cerca de 3,3 por cento (%), comparativamente à semana anterior, enquanto no Brasil se registou uma subida mais moderada, na ordem de 0,2 por cento (%).
No caso do açúcar, os preços mundiais de exportação apresentaram uma tendência mista face à semana anterior.
No Brasil, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia informou que a produção do Centro-Sul atingiu 40,2 milhões de toneladas nos primeiros nove meses da safra 2025/26, representando um aumento de 0,9 por cento (%) em relação ao período homólogo.
Na Índia, a produção de açúcar cresceu 22 por cento (%), alcançando 15,9 milhões de toneladas até 15 de Janeiro da campanha 2025/26.
Quanto ao milho, os preços mundiais de exportação registaram igualmente uma tendência mista.
Nos Estados Unidos, a boa procura externa continuou a impulsionar as cotações, enquanto na Argentina a sementeira da safra 2025/26 atingiu 95 por cento (%) de conclusão até 22 de Janeiro.
No Brasil, as perspectivas de produção mantiveram-se favoráveis, com a Conab a confirmar o bom desenvolvimento da primeira safra em várias regiões produtoras.
A mesma fonte indica ainda que as cotações mundiais de exportação do açúcar foram influenciadas pelos movimentos no mercado cambial e pela perspetciva de boa produção mundial, particularmente no Brasil e na Índia, enquanto o mercado mundial de óleo de soja manteve a tendência de alta nos principais produtores globais.
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