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livro de Brito Semedo

Manuel Brito-Semedo apresenta esta sexta-feira, 7, o seu mais novo livro, “Representação Social do Médico em Cabo Verde”. A obra, que resulta de uma conferência proferida este ano pelo antropólogo por ocasião do 20º aniversário da Ordem dos Médicos, aborda o prestígio social de que gozavam e ainda gozam os médicos no arquipélago, vestindo muitas vezes a pele de herói e até de salvador da pátria.

A representação social do médico em Cabo Verde é a de uma pessoa “sabedora, de grande respeito, admiração e estima e, sobretudo, dotado de um grande humanismo. Daí o pregão popular: “Baxo di Deus, só Sinhor Dôtor!”, dizia na altura da conferência Manuel Brito-Semedo, depois de vasculhar aqui e ali arquivos privados e públicos.

Agora, após muito investigar acerca da percepção que os cabo-verdianos têm dos profissionais de medicina, lança o que descobriu em formato de livro com o selo da Livraria Pedro Cardoso o que descobriu. Daniel Silves Ferreira, bastonário cessante da Ordem dos Médicos, que convidou Brito-Semedo a abordar o tema, apresentará numa sessão a realizar-se na Biblioteca Nacional nesta sexta-feira, às 18 horas, este livro.

Uma obra que nos conta que independentemente da sua origem, em Cabo Verde os médicos sempre foram “apreciados e muito acarinhados, chegando a ser homenageados com estátuas e mausoléus, atribuição dos seus nomes a ruas, praças e hospitais e cantados em mornas”, deferência mais do que merecida, segundo o autor, por constituírem “exemplos para a geração actual e futura”.

São portugueses (militares expedicionários, deportados políticos e civis) que trabalharam em Cabo Verde, cabo-verdianos (desde a época colonial até os dias de hoje) e ainda médicos cooperantes de diferentes nacionalidades, como soviéticos, cubanos, argelinos, franceses,. Entretanto, há uma referência especial a Júlio José Dias (São Nicolau, 1805 – 1873) e Maria Francisca de Oliveira Sousa (Santo Antão, 1902 – 1957) pelo seu pioneirismo.

Manuel Brito-Semedo garantia por ocasião da conferência que celebrava o 20º aniversário da Ordem dos Médicos que a sua abordagem é apenas um vislumbre do percurso da medicina no arquipélago, daí que propõe a elaboração de um livro mais abrangente, lembrando que já existe uma publicação sobre o tema, mas está esgotado, da autoria do falecido médico Santa-Rita Vieira (1.ª edição, ICL, 1989; 2.ª edição, Ministério da Saúde de Cabo Verde, 1999), intitulado “A História da Medicina em Cabo Verde”.

“É preciso continuar o que já foi feito e acrescentar outros capítulos à História da Medicina em Cabo Verde, nomeadamente o período de 1975 a 2010”. “Essa é uma recolha de dados que se impõe e tem de ser feita antes que o Tempo leve esses dados para sempre”, desafiou Brito-Semedo na época.

 



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