
No ato de consignação da obra, o primeiro-ministro disse hoje que o Governo prevê inaugurar a infraestrutura dentro de um ano. O único problema é que, dentro de um ano, nada garante que Ulisses Correia e Silva seja ainda chefe do executivo.
O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira, 17, que a construção da nova Gare Marítima do Porto da Praia terá um impacto “muito significativo” na capital cabo-verdiana, elevando a qualidade dos serviços de transporte marítimo de passageiros. E avançou que o Governo prevê inaugurar a infraestrutura dentro de um ano, altura em que nada garante que Ulisses Correia e Silva esteja à frente do Palácio da Várzea.
Segundo o chefe do Governo, a infraestrutura vem responder às atuais limitações enfrentadas por quem utiliza o porto, cujas condições de embarque e desembarque classificou como “muito más”.
A Nova Gare, orçada em 253 mil contos, vai introduzir padrões de conforto e organização comparáveis aos dos aeroportos, com espaços para check-in, tratamento de bagagens, zonas de espera e serviços de apoio.
“Significa trazer aqui uma infraestrutura de qualidade. É como embarcar ou desembarcar num aeroporto, mas adaptado ao transporte marítimo”, disse Ulisses Correia e Silva.
Mesmo sem barcos, Ulisses quer tornar viagens marítimas “mais atrativas”
O primeiro-ministro fez estas considerações no ato de consignação da obra, sublinhando que o projeto (na imagem) acompanha a crescente procura pelo transporte de passageiros entre ilhas, numa altura em que os portos deixaram de servir apenas mercadorias para assumirem um papel relevante na mobilidade de pessoas.
A nova gare integra uma rede nacional de terminais de passageiros em desenvolvimento em várias ilhas, com o objectivo de garantir maior conforto, funcionalidade e segurança, tornando as viagens marítimas “mais atrativas”. Isto, numa altura em que a população se queixa da falta de barcos e da descontinuidade das ligações entre ilhas.
Com um prazo de execução estimado em 12 meses, o Governo prevê inaugurar a Gare Marítima da Praia dentro de um ano. As obras já arrancaram, incluindo trabalhos de demolição no local onde será implantado o edifício, com mais de 1.600 metros quadrados, albergando dois pisos acima do solo.
A infraestrutura contará com cinco acessos distintos, organizados de acordo com as diferentes funções do terminal, incluindo entradas e saídas específicas para passageiros, bagagens e ligação direta ao cais.
C/Inforpress
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