
"Dez anos depois, os projectos continuam todos no papel". Clóvis Silva assim avaliou hoje, no parlamento, as políticas do executivo de Ulisses Correia e Silva, alegando que o eleitorado acreditou nas promessas de um país próspero, diversificado, inclusivo, com melhor saúde e educação, transformado em ‘hub’ marítimo e aéreo, digital e moderno. No entanto, “após dez anos de Governo do MpD, grande parte dessas promessas permanece apenas no papel”
O líder parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) fez esta quarta-feira, 11, um balanço negativo das políticas de investimentos públicos em Cabo Verde, destacando um abismo entre as promessas feitas pelo atual Governo do Movimento pra a Democracia (MpD) e a realidade concreta vivenciada no país.
Segundo Clóvis Silva, em 2016 o eleitorado acreditou nas promessas de um país próspero, diversificado, inclusivo, com melhor saúde e educação, transformado em ‘hub’ marítimo e aéreo, digital e moderno. “No entanto, após dez anos de Governo do MpD, grande parte dessas promessas permanece apenas no papel”, lamentou o líder parlamentar do maior partido da oposição.
Clóvis Silva fez estas considerações na interpelação ao Governo sobre a infraestruturação do país, tema esse agendado a pedido do PAICV.
O líder parlamentar tambarina enumerou “projetos emblemáticos” que ainda não saíram do papel, incluindo aeroportos em várias ilhas, o Hospital Nacional da Praia, o Programa Integral de Água e Saneamento, a segunda fase do Porto Novo e centros de saúde e equipamentos desportivos em cada município.
“Em alguns casos, como o Centro de Saúde da Brava, os fundos internacionais foram disponibilizados, mas a obra nunca foi concretizada”, denunciou o deputado.
Despesas correntes com pessoal dispararam, resultados palpáveis é que não
Clóvis Silva criticou, ainda, a gestão da TACV Cabo Verde Airlines, que, segundo ele, se tornou um "autêntico sorvedouro de recursos públicos" sem retorno efetivo e com compromissos financeiros superiores a 28 milhões de contos.
"Dez anos depois, os projectos continuam todos no papel", afirmou o líder parlamentar do PAICV, acrescentando que a expansão do aparelho do Estado, com novas agências e autoridades, não trouxe melhorias concretas para a população.
Ainda segundo Clóvis Silva, as despesas correntes com pessoal dispararam, “sem gerar investimentos e resultados palpáveis”.
Para o maior partido da oposição, o cidadão cabo-verdiano sente a falta de um Governo que invista nele e alertou para a crescente inflação, a diminuição do poder de compra e a escassez de empregos dignos.
"Cabo Verde merece uma política de investimentos séria, planeada e executada, capaz de construir um país melhor, unido e com futuro", concluiu o presidente do Grupo Parlamentar do PAICV.
Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
Inicie sessão ou registe-se para comentar.
Comentários