CNE proíbe PCA do NOSI de participar na campanha eleitoral
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CNE proíbe PCA do NOSI de participar na campanha eleitoral

A Comissão Nacional de Eleições (CNE), em deliberação divulgada na última quinta-feira, 28, proibiu expressamente o presidente do NOSI (Núcleo Operacional do Sistema de Informação), Carlos Tavares de Pina, de participar na campanha eleitoral.

Na origem da deliberação esteve a denúncia de um cidadão que enviou um link CNE, de uma publicação no Facebook, onde se via o PCA do NOSI, acompanhado pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, participando numa ação de campanha do candidato do MpD à Câmara Municipal da Praia, Abraão Vicente.

A CNE pôs em ação a sua Unidade de Verificação de Factos Eleitorais, tendo esta concluído que “as imagens não sofreram qualquer tipo de manipulação e que as publicações foram confirmadas como verdadeiras”.

A CNE fundamenta a sua deliberação no facto de, nestas eleições, “terem sido levantadas suspeições por um candidato, acerca da intervenção do NOSI que, de forma clara, põem em crise a confiança e credibilidade sobre o Sistema de Divulgação dos Resultados Eleitorais Parciais e da neutralidade e imparcialidade do NOSI”.

De referir que o candidato em questão é Francisco Carvalho.

CNE “puxa as orelhas” a Carlos Tavares de Pina…

A deliberação da CNE, aprovada pela maioria dos seus membros, “puxa as orelhas” a Carlos Tavares de Pina, sustentando que este se deve abster de participar na campanha eleitoral e “praticar atos que, de algum modo, favoreçam um candidato em detrimento de outros”.

A CNE notificou, ainda a DGAPE (Direção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral), que contratou os serviços do NOSI, para “diminuir a visibilidade institucional” deste e “assegurar condições para a presença da DGAPE e da CNE no Centro de Operações do NOSI, após o encerramento das mesas de assembleias de voto, para acompanhar o processo de divulgação dos resultados eleitorais parciais”.

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Redação