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Coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas premiada com Leão de Prata de Veneza
Diáspora

Coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas premiada com Leão de Prata de Veneza

A coreógrafa Marlene Monteiro Freitas ganhou o Leão de Prata de carreira na Bienal de Dança de Veneza e vai receber o prémio a 22 de Junho.

A coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas e a norte-americana Meg Stuart foram distinguidas com um prémio de carreira da Bienal de Dança de Veneza, em Itália. Marlene Monteiro Freitas receberá o Leão de Prata e Meg Stuart o Leão de Ouro, a 22 de Junho, na abertura do 12.º Festival Internacional de Dança Contemporânea.

Em comunicado, a Bienal explica que o reconhecimento das duas artistas foi proposto pela directora para a área da dança Marie Chouinard e aceite pelo Conselho de Administração da Bienal de Veneza, presidido por Paolo Baratta.

"Considerada um dos maiores talentos da sua geração, Marlene Monteiro de Freitas tem sido a surpresa das últimas temporadas, com a sua presença eletrizante e a força dionisíaca dos seus espetáculos", explica o comunicado. "Interessada na 'metamorfose' e na 'deformação' - eco provável da tradição carnavalesca da sua terra natal, Cabo Verde. Os híbrido criados por Freitas desafiam musical e alegremente os limites do esteticamente correto. Trabalhando sobre as emoções e não sobre os sentidos, as suas coreografias abrem o imaginário para a multiplicidade desenfreada do ego (e da motivação)".

Nascida em 1979, em Cabo Verde, onde fundou o grupo de dança Compass, a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas co-fundou, em Lisboa, a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou coreografias como “Bacantes – Prelúdio para uma purga”, “marfim e carne — as estátuas também sofrem” e “Paraíso”.

Meg Stuart, que tem na improvisação uma ferramenta fundamental de trabalho, recebe o Leão de Ouro de carreira por ter desenvolvido “uma nova linguagem e um novo método a cada nova criação, colaborando com artistas de diferentes discicplinas e movendo-se entre dança e teatro”.

 Nascida em Nova Orleões, Estados Unidos de América, em 1965, e a viver na Europa há mais de vinte anos, Meg Stuart fundou a companhia Damaged Goods em Bruxelas, e já se apresentou várias vezes em Portugal, nomeadamente com os espetáculos “Built to Last” e “Hunter”.

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