Porto Novo: Autarca admite que 164 habitações danificadas pelas cheias em 2025 precisam ser reabilitadas com urgência
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Porto Novo: Autarca admite que 164 habitações danificadas pelas cheias em 2025 precisam ser reabilitadas com urgência

A edil porto-novense disse hoje que 164 habitações afectadas pela tempestade Erin no município do Porto Novo precisam ser reabilitadas com urgência, alertando para a “situação de extrema vulnerabilidade” em que se encontram as famílias afectadas.

Elisa Pinheiro falava à imprensa no final de um encontro promovido pela edilidade porto-novense com as 28 famílias seleccionadas pelo Governo, cujas casas vão ser reabilitadas no âmbito do programa de emergência para reparar os estragos provocados pelas cheias ocorridas em Agosto de 2025. 

A autarca explicou que a tempestade tropical atingiu mais de duas mil casas em todo o município, 164 das quais precisam de intervenções com urgência, mas que o Governo decidiu apenas reabilitar 28 habitações.

O encontro com as famílias teve como propósito perceber em que pé está o processo que, no entender de Elisa Pinheiro, está a ser mal conduzido, porquanto o Governo optou por “excluir” a parceria da câmara municipal.

A presidente da edilidade avançou que essas famílias estão muito aflitas já que estão a ser contactadas para deixar as suas habitações, não sabendo onde morar até que as obras de reabilitação sejam concluídas.

A autarca disse que o Governo, sem a necessária articulação com a autarquia, decidiu contratar algumas empresas para realizar os trabalhos, encontrando-se as famílias alarmadas, uma vez que a questão de realojamento não foi levada em conta.

Avançou que essas famílias estão “muito aflitas”, a clamarem pelo socorro à câmara municipal, lamentando que o Governo tenha deixado de lado a parceria da edilidade em todo o processo.

Para a edil porto-novense, o executivo central “quer apenas disputar com a câmara municipal” não se importando com a necessária articulação que deveria ser feita para o sucesso das intervenções.

“As famílias precisam ser realojadas e estão em situação de grande aflição, sem saber para onde ir”, avisa Elisa Pinheiro, assegurando que a autarquia fará tudo que estiver ao seu alcance para ajudar essas pessoas.

A autarca voltou a informar que a câmara do Porto Novo “continua sem receber um centavo do Governo” no quadro do programa de emergência, informando que este município não sentiu ainda os efeitos práticos deste plano, cujas acções previstas continuam sendo adiadas.

“Do Governo, não estamos a sentir qualquer resposta”, notou a presidente da câmara municipal, enaltecendo “o esforço enorme” que a autarquia tem feito para responder às dificuldades dos munícipes face aos estragos provocados pela tempestade Erin.

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