Morreu Totinho, famoso saxofonista dos Tubarões e da Cesária Évora
Sociedade

Morreu Totinho, famoso saxofonista dos Tubarões e da Cesária Évora

Faleceu esta terça-feira, 2, na Praia o artista Totinho, famoso saxofonista dos antiogos 'Abel Djassi' e que ganharia notoriedade nacional e internacional através das suas participações nos Tubarões e como elememto inseparávcel de Cesária Évora nas digressões da Diva pelo mundo.

Os familiares, amigos e admiradores do saxofonista António Fernandes, mais conhecido por Totinho, lamentaram a morte do artista que faleceu hoje, na cidade da Praia, aos 60 anos de idade, vítima de ataque cardíaco.

Totinho, fiel saxofonista de Cesária Évora, teve uma longa trajectória ao lado “Diva dos pés descalços”, a partir do ano de 1997, até a data da última aparição da artista antes do seu falecimento.

“No passado dia 04 de Junho publiquei o post infra longe de imaginar que, hoje, dia 2 de Julho, nos deixarias, pois, acabei de receber a triste notícia do passamento do amigo Totinho, do vulto do saxofone, clarinete e demais instrumentos de sopro que de Achadinha, Praia ofereceu ao mundo”, lamentou o amigo Emanuel Barbosa.

Na sua conta nas redes sociais, o Presidente da República, José Maria Neves, disse que Totinho acaba de partir para a eternidade, desejando um descanso em paz ao malogrado.

Os cabo-verdianos na diáspora deixaram igualmente condolências aos familiares, realçando que a música cabo-verdiana ficou mais pobre com a morte do instrumentista.

“Estou sem palavras, Totinho por que meu amigo? O mundo sentirá a tua falta, a música cabo-verdiana sentirá a falta da sua energia e talento”, disse Carmem Monteiro, lamentando o passamento do artista.

Totinho, que nasceu na cidade da Praia em 1964, teve o primeiro contacto com a música tocando flauta e aos 16 anos tornou-se aluno de saxofone da escola dirigida por Clarinete.
Já acompanhou músicos como Zeca de Nha Reinaldo, tendo sido, em 1990, convidado a integrar o grupo “Tubarões”.

Ao longo da sua vida, participou em vários álbuns como “Café Atlântico” (1999), “Nha Sentimento” (2009), e em trabalhos de Ildo Lobo, Fantcha, Teófilo Chantre, Tó Alves, Lura, Neusa.

Também já acompanhou em concertos ao vivo de artistas como Mayra Andrade, Tito Paris, Tcheka, Mirri Lobo, Nancy Vieira e Bonga.

Em 2002, com produção da Lusafrica, editou o primeiro trabalho a solo, “Sentimental”.
Após o falecimento de Cesária Évora, Totinho decidiu retomar a carreira a solo e lança, numa edição independente, o álbum “Nha Homenagem” (2012), produzido nos Estados Unidos por Djim Job e Kalu Monteiro.

O funeral de Totinho, segundo os familiares, está previsto para quarta-feira, 03, hora a indicar.

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