As comissões políticas regionais do PAICV encontram-se reunidas na cidade da Praia para a análise da actual situação política do país e traçar estratégias para os próximos embates eleitorais de 2026.
Este primeiro encontro sob a liderança do novo secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Vladmir Silves Ferreira, não conta com a participação dos representantes das ilhas da Boa Vista e Brava, que, por motivo de transporte, não conseguiram viajar para a capital.
Em declaração à imprensa à margem do encontro, o secretário geral do PAICV disse que os membros das comissões políticas regionais vão analisar também as dificuldades por que está a passar Cabo Verde nos mais diversos domínios, com destaque para o transporte aéreo doméstico e marítimo.
A questão de São Vicente, acrescentou Vladmir Silves Ferreira, vai ser também objecto de análises por parte dos comissários políticos regionais.
O maior partido na oposição, segundo o seu secretário-geral, pretende igualmente “afinar estratégias” com vista às próximas eleições legislativas no próximo ano.
“Pretendemos sair de aqui com directivas claras para que os representantes de cada região política do partido levem para as suas regiões, para os seus municípios também aquilo que foram aqui os consensos que este encontro vai produzir”, avançou o responsável do PAICV.
Para Silves Ferreira, o seu partido deseja, enquanto oposição, acompanhar em tempo real, “todos os escândalos e os constrangimentos que o Governo de Ulisses Correia e Silva vem causando ao país e aos cidadãos”.
O Governo, sublinhou, em vez de focar naquilo que é a resolução dos problemas correntes, pretende investir dinheiro em monumentos que são “completamente inoportunos no momento actual”, criticou Vladmir Silves Ferreira.
Na perspectiva do dirigente do PAICV, o que se vê nas redes sociais revela que a opinião pública de uma forma geral não está de acordo com esta opção [de construir, neste momento, um monumento à liberdade e democracia que custa mais de 150 mil contos].
“O Governo, ao insistir neste caminho, estará se mostrando prepotente e insensível à opinião pública”, indicou.
“Um Governo que governa contra a vontade popular não merece a confiança dos cabo-verdianos”, realçou Silves Ferreira.
Segundo ele, o PAICV quer chegar ao poder para ser um governo para todos.
“A ideia de um Cabo Verde para Todos [slogan adoptado pelo actual líder do partido] é efectivamente trabalhar no sentido de diminuir as desigualdades sociais”, frisou Silves Ferreira.
Apontou o exemplo das enchentes em São Vicente, a 11 de Agosto, que vieram demonstrar que “o nível de pobreza nas periferias das cidades cabo-verdianas vem aumentando, assim como a desigualdade social”.
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A equipa do Santiago Magazine