
Pedro Sánchez criticou a falta de objetivos no conflito e relembrou que a invasão do Iraque, ocorrida em 20 de março de 2003, foi também justificada com mentiras e “só trouxe mais terrorismo e crise migratória”. O chefe do governo espanhol exigiu “a cessação das hostilidades e uma resolução diplomática para esta guerra”.
Perante a crescente incerteza económica e a disparada dos preços do gás e do petróleo, o presidente do governo espanhol afirmou que “da Espanha, somos contra esse desastre” e considerando “inaceitável” que líderes incapazes de melhorar a vida das pessoas “usem a fumaça da guerra para esconder seu fracasso” e “encher os bolsos de alguns, os suspeitos de sempre”.
Pedro Sánchez exigiu “a cessação das hostilidades e uma resolução diplomática para esta guerra” para que EUA, Irão e Israel “parem antes que seja tarde demais”.
“Não se pode responder a uma ilegalidade com outra, porque é assim que começam os grandes desastres da humanidade”, salientou o também líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
“A Espanha defende os princípios fundadores da União Europeia, a Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional, a paz e a coexistência pacífica entre os países”, concluiu Pedro Sanchéz.
O presidente do Governo espanhol criticou, ainda, a falta de objetivos no conflito e relembrou que a invasão do Iraque, ocorrida em 20 de março de 2003, foi também justificada com mentiras e “só trouxe mais terrorismo e crise migratória”.
Trump ameaça Espanha
Esta terça-feira, 03, numa das suas bravatas, Donald Trump ameaçou “cortar todo o comércio com a Espanha” e afirmou que não queria “nada a ver” com o país, em resposta ao que considera o baixo investimento em defesa da Espanha dentro da OTAN. O inquilino da Casa Branca também questionou as restrições impostas por Madrid ao uso de suas bases militares pelos Estados Unidos da América (EUA) para ataques contra o Irão.
Ataques dos EUA e Israel violam o direito internacional
Diante deste cenário, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China, Mao Ning, declarou que “os ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irão violam o direito internacional” e que “o comércio não deve ser usado como arma ou instrumento”, em referência às ameaças de Trump contra Espanha.
Enquanto Trump ameaça aliados históricos, a voz da Espanha se junta à China e a outros países que pedem o fim da escalada – um sinal de que a comunidade internacional começa a se cansar da política de força bruta seguida pelo presidente norte-americano.
C/Opera Mundi
Foto: Facebook/ Pedro Sánchez
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