
No último dia da sua visita oficial à ilha do Fogo, José Maria Neves reiterou que os municípios e as ilhas precisam de mais recursos, mais poderes e melhores mecanismos de articulação institucional para garantir maior eficiência, competitividade e crescimento sustentável.
O Presidente da República reiterou esta terça-feira, 03, a necessidade de os municípios e as ilhas terem mais recursos, mais poderes à sua disposição e melhores mecanismos de articulação institucional para garantir maior eficiência, competitividade e crescimento sustentável. José Maria Neves falava no último dia da sua visita oficial à ilha do Fogo.
O chefe de Estado disse, ainda, que o debate sobre a descentralização deve ser conduzido pelos partidos políticos, tendo em vista a definição de um melhor quadro institucional para o país.
“Cabe aos partidos debater esta questão e encontrar o melhor quadro institucional para se fazer a descentralização, mas é claro que os municípios precisam de mais recursos e mais poderes”, sublinhou o presidente da República.
Para além do reforço de competências e meios financeiros, José Maria Neves defendeu ser fundamental a criação de instâncias de articulação e integração entre as ilhas, para melhor rentabilizar os recursos materiais e as instituições existentes, permitindo alcançar resultados mais consistentes no plano do desenvolvimento.
Com maior descentralização, será possível acelerar o ritmo de crescimento
José Maria Neves enalteceu as experiências positivas que observou na ilha do Fogo, apontando que há uma melhor articulação entre os presidentes das câmaras municipais, bem como uma visão estratégica orientada não apenas para o curto prazo, mas, também, para a durabilidade e sustentabilidade do desenvolvimento.
“Esta visita permitiu-me constatar muitos aspetos positivos e perceber que existe uma enorme potencialidade que, com uma maior descentralização, será certamente possível acelerar o ritmo de crescimento e transformação de cada uma das nossas ilhas e do país”, afirmou o presidente da República.
Sobre a regionalização, José Maria Neves considerou que o processo depende da dinâmica dos diferentes partidos políticos, reconhecendo, contudo, que em Cabo Verde nem sempre tem sido fácil alcançar consensos, e apontou como exemplo a eleição dos órgãos externos ao parlamento, sublinhando que “onde há necessidade de partilha de poder têm-se gerado bloqueios”.
Para o Chefe de Estado, é essencial reforçar a cultura de diálogo e a capacidade de compromisso entre as forças políticas. “Precisamos aprender a dialogar, a compartilhar o poder e a procurar formas mais inovadoras e compensadoras do exercício do poder em Cabo Verde”, concluiu José Maria Neves.
C/Inforpress
Foto: GCI/PR
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