
Enquanto outros perseguem imigrantes, o Governo espanhol prepara-se para regularizar meio milhão de “ilegais” em processo extraordinário. No entanto, estima-se que o número de imigrantes em situação irregular se situe na ordem dos 840 mil. O prazo para regularização decorre até 30 de junho.
Espanha está a seguir um caminho diferente de outros países europeus, nomeadamente Portugal, e vai avançar com um processo extraordinário de regularização da situação de estrangeiros que residem e trabalham no país. O anúncio foi feito esta terça-feira, 27, pelo Governo socialista liderado por Pedro Sánchez (na foto).
O início do processo foi aprovado pelo Conselho de Ministros e destina-se a estrangeiros que a 31 de dezembro de 2025 viviam em Espanha há pelo menos cinco meses, ou que tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até essa data.
Os imigrantes “ilegais” vão ter oportunidade de regularizar a sua situação em Espanha até 30 de junho, caso não tenham antecedentes criminais.
Com a medida aprovada pelo Governo, durante o processo ficam suspensas as ordens de deportação e, uma vez aprovados os pedidos de regularização da situação, estas pessoas terão direto a um certificado provisório de residência que lhes permitirá trabalhar legalmente e ter acesso a serviços públicos, incluindo assistência médica e da segurança social.
O Governo acredita que esta medida irá beneficiar 500 mil pessoas, apesar dos números indicarem que 840 mil vivem em Espanha ilegalmente. Os imigrantes são originários, sobretudo, de países da América Latina, como a Colômbia, o Perú e as Honduras, mas há também pessoas originárias do continente africano, incluindo uma relativamente numerosa comunidade cabo-verdiana.
Não é a primeira vez que Espanha avança com processos de regularização da situação legal de imigrantes, tendo-o já feito oito vezes. A primeira foi com o socialista Felipe Gonzalez, em 1986. Houve três com o conservador José Maria Aznar e, mais recentemente, em 2005, com o socialista José Luiz Zapatero.
C/Lusa
Foto: Facebook/Pedro Sánchez
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