
O líder do maior partido da oposição garantiu ontem a união interna do PAICV, afastando rumores de divisão após a escolha dos candidatos às eleições legislativas de 17 de maio e classificou as reações locais como “divergências de opinião naturais” em democracia. “É completamente aceitável e natural que existam pessoas dentro do partido que pensem de forma diferente. É com esse olhar que devemos encarar a situação”, disse Francisco Carvalho.
Após uma série de auscultações, que incluíram uma reunião com militantes na sexta-feira, 13, e um encontro com a Comissão Política Regional este sábado, 14, o líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) afirmou sair dos encontros “aliviado” e convicto de que o partido está coeso.
Francisco Carvalho negou a existência de divisões no seio do partido após a escolha dos candidatos às legislativas de 17 de maio, classificando as reações locais como “divergências de opinião naturais” em democracia.
A “polémica” no círculo eleitoral do Sal surgiu após o anúncio de que o atual deputado Demis Almeida não seria o cabeça de lista, embora tenha sido indicado pela estrutura local. No entanto, exercendo a sua prerrogativa estatutária, a Comissão Política Nacional (CPN) optou por Carlos Monteiro.
Alternância e pluralidade de ideias são aceitáveis e saudáveis no partido
“É fundamental que se entenda que a escolha da Comissão Política Nacional é uma decisão final. Estamos todos em diálogo e não se deve dramatizar estas análises”, defendeu Francisco Carvalho, sublinhando que a alternância e a pluralidade de ideias são aceitáveis e saudáveis dentro do partido.
Para o presidente do PAICV, o facto de existirem militantes com visões distintas não configura uma rutura. “É completamente aceitável e natural que existam pessoas dentro do partido que pensem de forma diferente. É com esse olhar que devemos encarar a situação”, explicou Francisco Carvalho, reforçando que, embora as listas tenham lugares limitados, existem “vários outros quadros de valor e com experiência” que continuarão a contribuir para o desenvolvimento da ilha do Sal e do país.
O líder do principal partido da oposição destacou, ainda, que o balanço das reuniões foi extremamente positivo, utilizando a palavra “aliviado” para descrever a sua satisfação ao perceber que o espírito de união prevalece sobre os desafios internos.
Segundo Francisco Carvalho, o nível de participação e o tom das intervenções durante a visita foram “excelentes indicadores” do que se passa não só no Sal, mas em todo o arquipélago e na diáspora.
Além de apaziguar os ânimos locais, a visita do líder do maior partido da oposição ao Sal teve como propósito analisar, em conjunto com as bases, o estado atual do país, de modo a afinar as propostas de governação que o PAICV pretende apresentar aos cabo-verdianos na plataforma “Um Cabo Verde para Todos”.
C/Inforpress
(foto de arquivo)
Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
Inicie sessão ou registe-se para comentar.
Comentários