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Jorge Carlos Fonseca Presidente 05

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, considerou que a luta contra o alcoolismo em Cabo Verde é uma “corrida de maratona” e um “combate dificílimo”.

“A luta contra o alcoolismo em Cabo Verde é uma corrida de maratona, não é uma corrida de 100 ou 200 metros. E é um combate dificílimo”, defendeu o Presidente da República, argumentando que há no país hábitos e cultura enraizados do consumo do álcool “por tudo e por nada”.

“Ganha uma equipa de futebol, comemoramos com o álcool, baptizamos um filho, comemoramos com o álcool, casamos, assinalamos as bodas com álcool, temos uma derrota, curtimos a mágoa com o álcool. Até nos funerais por vezes temos tradição do uso do álcool”, acrescentou Jorge Carlos Fonseca.

Entretanto, reconheceu o chefe de Estado, tem havido “progressos enormes” no combate ao uso excessivo do álcool, e, por exemplo, afirmou, a campanha “Menos Álcool, Mais Vida” fez com que se chegasse a um consenso político para a recente aprovação no parlamento da Lei do Álcool.

Jorge Carlos Fonseca citou ainda parcerias com mais de uma centena de entidades públicas e privadas.

“Tem havido experiências de festivais sem álcool, algumas câmaras municipais têm proibido publicidade estática relativo ao consumo de álcool, vamos continuar nesta luta, nós esperamos, sobretudo, que se criem condições para que a lei seja efectivamente aplicada, mas para isso tem que haver contribuição de todos”, acrescentou.

Quanto às reclamações dos que dizem que a lei do álcool, que entra em vigor a partir de 5 de Outubro, é demasiado rigorosa, o Presidente da República afirmou que não se pode ignorar que quando se faz este tipo de combate e luta se está a afectar “muitos interesses”.

Jorge Carlos Fonseca disse que se houver envolvimento de responsáveis municipais, dos órgãos policiais, dos media e das associações, de entre outros, haverá resultados práticos com a aplicação da lei do álcool.

“Vamos ser optimistas e pensar que, progressivamente, vamos avançando e que, daqui a algum tempo, não haja essa coisa de ‘txoma minis’”, finalizou.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # Come-entar 23-08-2019 00:52
É o próprio a fazer os comentários do seu programa que gastou milhões sem nenhum sucesso,,,,,,
Responder
0 # Dr. Tony Al Tavares 22-08-2019 17:18
O país precisa de renascer de forma educada, respeitosa! com mais e melhor justiça social, pleno-emprego, pão e Paz! E, menos ofertas e investimentos públicos nas festividades, onde as bebedeiras são os aspetos fundamentais dos lazeres e convívios públicos!
Naturalmente o alcoolismo será combatido, não somente álcool, mas também todos os restantes aditivos...
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+1 # Ronaldo Cardoso 21-08-2019 10:00
Realmente não se trata de um "combate" fácil, sobretudo por motivos culturais, mas o que também é certo é que quando mais cedo iniciamos esta luta mais cedo alcançaremos os objetivos.
Muitas entidades que fizeram protocolos, dizendo apoiar a iniciativa, na verdade fizeram só por formalidade, por exemplo, apresentam publicamente as suas atuações? Câmaras Municipais. Muitas vezes fazem como os pais que oferecem aos filhos rebuçados permanente e depois reclama dos estragos que trás para a sua saúde. Eu diria que é preciso envolvimento de todos, mas de forma séria e responsável. Pessoalmente, enquanto cidadão faço o meu trabalho no sentido de desencorajar o uso de bebidas alcoólicas, porque na verdade não trás benefícios. Se trouxesse seria receitado pelos médicos, fornecidos nós hospitais e nas farmácias...
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