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Por: António Vieira

 Antonio Vieira 1

Quando Cabo Verde se tornou uma nação politicamente independente em 1975, constava entre os países mais pobres do planeta. Hoje, de acordo com o banco mundial (www.worldbank.org) a média do rendimento per capita (por cada cabo-verdiano) em termos nominais anuais é de 3654 dólares americanos ou 364,553.97 escudos anuais, e no que concerne a paridade do poder de compra ou seja, a média do poder de compra de cada cabo-verdiano em termos anuais em relação ao seu rendimento anual e de 7330 dólares ou 731,251.82 escudos anuais.

No que tange a saúde e a educação, o país melhorou consideravelmente os seus indicadores e hoje, está entre os melhores no continente africano. De facto, de acordo com o site do Banco Mundial (www.worldbank.org), a média da esperança de vida de uma criança cabo-verdiana a nascência em 2017 era de 71 anos para rapazes e 75 anos para meninas. Outrossim, de acordo com o site da agencia americana Central Intelligence Agency (www.cia.gov), a mortalidade infantil em Cabo Verde entre as crianças com idades compreendidas entre 1 dia e 5 anos é de 24,3 para rapazes e 17,9 para meninas por cada 1000 nascimentos. Em 2015, a mortalidade materna para cada 100,000 nascimentos era de 42 mortes ou seja, por cada 100,000 nascimentos, 42 mulheres iriam morrer durante ou pós-parto

No que diz respeito à educação, de acordo com a nosso Instituto Nacional de Estatística (INE), aproximadamente 80 por cento dos cabo-verdianos com idades compreendidas entre 15 e 49 anos sabem ler e escrever português. Também, a taxa de Ensino superior em Cabo Verde em 2015, estava entre as mais elevadas no mundo ou seja, então, a taxa do Ensino superior em Cabo Verde entre os cabo-verdianos com idades compreendidas entre 18 e 50 anos era de 23 por cento.

Não obstante, de todos esses indicadores positivos concernente à educação e saúde, o desenvolvimento económico em Cabo Verde ainda esta aquém das expectativas dos cabo-verdianos, como também dos nossos parceiros económicos internacionais. Na realidade, eu fortemente acredito que a entrada de um cidadão cabo-verdiano no espaço europeu não iria carecer de um visto de entrada caso o PIB per capita do nosso país fosse pelo menos 8,000 dólares americanos. Pois, se fosse, os visitantes cabo-verdianos no espaço europeu não hesitariam em regressar à Cabo Verde simplesmente porque haveria muitas oportunidades económicas neste país que ele ou ela podia facilmente aproveitar. Por outro lado, os sucessivos governos da república têem grandemente investido na capitalização dos recursos humanos mas, infelizmente muitos não souberam aproveitar as oportunidades que ao longo das décadas foram disponibilizadas tanto pelo governos do PAIGC/PAICV como pelo atual governo de MPD.

Mas como tornar Cabo Verde um país relativamente rico até 2030? De facto, a riqueza de qualquer país é baseada no empreendedorismo individual e coletivo e na arrecadação dos impostos de empreendedores pelo governo. Com o nosso país entregue ao empreendedorismo massivo, necessitaríamos menos de ajudas internacionais e os impostos arrecadados poderiam ser empregues nas obras públicas e na investigação como também na remuneração dos funcionários públicos. Concluindo… não obstante, de avanços no ramo educacional e da saúde em Cabo Verde, o fraco desenvolvimento económico de Cabo Verde deve-se ao fraco espírito empreendedorístico dos adultos e jovens cabo-verdianos e tudo isso tem uma influência negativa no desenvolvimento económico do mesmo, como também na mobilidade individual e coletiva dos cabo-verdianos no espaco europeu e americano e por conseguinte isso grandemente contribui para que muitos cabo-verdianos (35% da população) continuem na pobreza absoluta, no desespero e incerteza.

Cabo-verdianamente,

António Vieira



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Comentários  

0 # Cidadao atento 07-09-2019 15:43
Verdade absoluta! Em Cabo Verde há pessoas que literalmente recusam-se em querer avançar na vida ou sair da pobreza e é precisamente por causa deles que este país nao tem avancado muito.
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