PAICV: Fátima Fialho é a coordenadora nacional das eleições legislativas
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PAICV: Fátima Fialho é a coordenadora nacional das eleições legislativas

A Comissão Política Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde designou a economista como coordenadora das próximas eleições legislativas. Uma decisão que, segundo o partido, “confirma a aposta” numa “preparação antecipada, organizada e estratégica”. Fátima Fialho foi mandatária de Francisco Carvalho nas eleições internas do passado ano e teve passagem pelo Governo de José Maria Neves, onde exerceu as funções de ministra da Economia, Crescimento e Competitividade e, posteriormente, de ministra do Turismo, Indústria e Energia. Atualmente, preside à Mesa do Conselho Nacional do PAICV.

Com a nomeação, pela Comissão Política Nacional, de Fátima Fialho como coordenadora nacional das eleições legislativas deste ano, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) pretende “confirmar a aposta” na preparação “antecipada, organizada e estratégica, com metas bem definidas, para garantir um trabalho eleitoral forte, consistente e vencedor”.

Atual presidente da Mesa do Conselho Nacional, Fátima Fialho, ainda segundo o PAICV, “traz consigo uma vasta experiência na governação e na estrutura partidária, reunindo todas as condições para liderar este desafio central” em direção a uma vitória no pleito eleitoral de 17 de maio.

Visando um “esforço mais amplo de preparação do próximo ciclo eleitoral, reafirmando o compromisso do PAICV em ouvir o povo cabo-verdiano, responder às suas expectativas e construir uma grande e inclusiva aliança com a sociedade”, é assim que o partido liderado por Francisco Carvalho justifica a nomeação de Fátima Fialho.

Uma carreira profissional diversificada

Fátima Maria Carvalho Fialho, licenciada em Economia pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, nasceu na cidade da Praia e iniciou a sua formação académica superior com dois anos de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.

Com uma carreira profissional diversificada, destaca-se pela sua vasta experiência no sistema financeiro, na administração pública e no setor privado. No entanto, começou a sua trajetória na área da educação, lecionando Inglês e Português no atual Liceu Domingos Ramos, na cidade da Praia.

Seguiu-se uma breve passagem pelo jornalismo, onde foi chefe de redação do Voz di Povo, o primeiro jornal pós-independência de Cabo Verde.

Ingressou no Banco de Cabo Verde, onde desempenhou funções técnicas, de economista e de assessora e diretora de Gabinete do Governador.

Durante alguns anos viveu nos Estados Unidos da América, onde lecionou Matemática no programa bilingue da Burke High School, em Boston. De volta a Cabo Verde, regressou ao banco central, de onde se reformou.

De membro do Governo a militante do PAICV

Entre 2008 e 2011, foi ministra da Economia, Crescimento e Competitividade e, posteriormente, ministra do Turismo, Indústria e Energia no Governo da VII Legislatura, liderado por José Maria Neves.

No setor privado, exerceu funções como diretora comercial dos TACV Cabo Verde Airlines e diretora Geral da Agência de Viagens Cabetur. E atuou, ainda, como consultora independente em estudos económico-financeiros e de mercado.

Após a reforma, manteve-se ativa no voluntariado, participando em várias organizações da sociedade civil cabo-verdiana, das quais se destacam a ACOLP (Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria), a Associação dos Reformados e Pensionistas do Regime Privativo de Proteção Social do Banco de Cabo Verde, a Universidade Sénior e a ALMA (Associação da Língua Materna Cabo-verdiana).

A sua atividade política começou em Portugal, nos anos 1969/70, onde se envolveu nas lutas estudantis e anticoloniais, participando igualmente em atividades clandestinas dos estudantes cabo-verdianos em Lisboa, de apoio ao PAIGC.

De regresso a Cabo Verde, integrou grupos de intervenção e sensibilização da população, especificamente no setor da Fazenda, na Praia, em colaboração com outros militantes do PAIGC. Fez também parte dos grupos de milícias, formados antes da independência, que desfilaram no Estádio da Várzea no Dia da Independência Nacional, a 5 de julho de 1975, e participou de um primeiro núcleo de organização e defesa dos direitos da mulher, que veio a dar origem à Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV).

Combatente da Liberdade da Pátria, esteve sempre ligada ao PAICV, embora só aderindo formalmente após a sua saída do Governo. Tem participado ativamente nas atividades do partido, nomeadamente em períodos de campanha eleitoral, e tendo desempenhado a função de vice-presidente do Instituto da Democracia e do Progresso.

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