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A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, disse este domingo, 2 de fevereiro, que o maior partido da oposição cabo-verdiana está à altura das expectativas, cada vez mais forte, unido e coeso para reconquistar a confiança dos cabo-verdianos.

"Estamos unidos e coesos na escolha de um Cabo Verde para todos, estamos unidos e coesos na reconquista da confiança de Cabo Verde", afirmou a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), no seu discurso de encerramento do XVI Congresso ordinário do partido, que decorreu durante três dias na Assembleia Nacional, na cidade da Praia.

Para a dirigente partidária, a reunião magna serviu para o partido debater, analisar, discutir, refletir, mas sobretudo para "consensualizar posições fundamentais", para estar de acordo com o que quer para Cabo Verde e qual é a sua missão.

"Estamos num mundo novo, os desafios são outros, as exigências são diferentes e as expectativas são muito maiores. Mas com esta equipa, com este amor a esta terra, o PAICV está à altura das expectativas dos cabo-verdianos", salientou Janira Hopffer Almada.

A presidente partidária disse ainda que o PAICV está "cada vez mais forte", com mais confiança e unido em torno de causas, e que a partir de segunda-feira vai começar a construir a vitória nos próximos ciclos eleitorais no país.

"O PAICV está-se a transformar cada vez mais num partido mais moderno, mais presente, mais atuante, mais eficiente, mas sobretudo, cada dia mais ao serviço de Cabo Verde e do povo de Cabo Verde", enfatizou ainda a líder do maior partido da oposição cabo-verdiana.

Durante o congresso, que decorreu sob o lema "Cabo Verde: A Nossa Escolha", o PAICV elegeu os novos membros do conselho nacional, num total de 50, mais quatro representantes das mulheres, quatro da juventude partidária e 10 suplentes.

O partido elegeu igualmente os novos elementos da Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização, que passa a ser liderada por Aquileu Barbosa Amado, que terá Clóvis Silva como vice-presidente e cinco vogais.

O congresso aprovou igualmente a alteração dos estatutos do partido, em que, por exemplo, o líder parlamentar do PAICV continua a ser eleito pelos deputados do grupo, mas agora sob proposta da comissão política.

O atual estatuto já previa um compromisso de honra para os participantes nas listas do PAICV, mas a mudança propõe o respeito da disciplina de voto nas questões fundamentais.

"Isto estava muito vago nos estatutos e fizemos uma alteração para clarificar, no que consideramos questões fundamentais, questões estruturantes, seja da governação, seja da oposição, como o programa do Governo, Orçamento do Estado, moções de censura ou de confiança, as grandes reformas, os compromissos eleitorais", enumerou à agência Lusa, Manuel Inocêncio Sousa, presidente da comissão organizadora do XVI Congresso.

O PAICV introduziu ainda nos estatutos a questão da paridade, de acordo com a lei aprovada recentemente no país, para que seja observada nos órgãos internos do partido, mas também para as listas candidatas nas eleições autárquicas e legislativas.

O maior partido da oposição introduziu ainda o estatuto do simpatizante, que é uma pessoa que comunga dos ideais do PAICV, mas não quer estar submetido à disciplina da organização, embora com direitos e o dever de defender as ideias do partido, prosseguiu Inocêncio Sousa.

A Moção de Estratégia da presidente do PAICV prevê que no futuro os simpatizantes participem na eleição direta do presidente, prosseguiu a mesma fonte, para quem o partido quis não só melhorar a organização, mas abrir ainda mais à sociedade.

O XVI Congresso do PAICV contou com 364 delegados, do país e da diáspora, e convidados de partidos amigos e da mesma família política de Angola, São Tomé e Príncipe e Portugal, Senegal, China e Guiné-Bissau.

Janira Hopffer Almada foi reeleita em 22 de dezembro para um terceiro mandato à frente do PAICV, com 98% dos votos expressos, tornando-se no quinto presidente e a primeira mulher a liderar o partido, depois de Aristides Pereira, Pedro Pires, Aristides Lima e José Maria Neves.

Depois de 15 anos no poder, o PAICV está na oposição cabo-verdiana desde 2016, altura em que perdeu as eleições legislativas para o Movimento para a Democracia (MpD).

No segundo semestre deste ano, o país vai realizar eleições autárquicas - o PAICV detém apenas duas das 22 câmaras municipais - e no próximo ano realiza eleições legislativas e presidenciais, sendo que o atual presidente, Jorge Carlos Fonseca, é apoiado pelo MpD.

Com Lusa



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Comentários  

+1 # cunha & mérito 07-02-2020 21:15
control do Partido não significa unidade ,deixar os "ratos" fora e' um erro grande e terá consequência . A unidade deveu ser gerida entorno ao Partido não ao líder e caso incisão do cancro deveu extirpar-se aos que causaram a derrota na passada eleição
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-1 # Tomás Malheiro 03-02-2020 20:18
Se o povo tiver o cérebro do tamanho de um grão de milho, serás sim primeira-ministra, como tanto vens desejando, num jogo viciado, onde és arbitra e jogadora. Ah JHA, que Deus nos livre de pessoas como tu!
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-1 # Funá 03-02-2020 12:07
Equipa de velhos. Kes mesmos rostos.

PAICV paxenxa propi!
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