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 Paulo Varela Ponto de Vista

O projecto literário PARA NUNCA MAIS SER ESCRAVO, abre o novo ano com a jornada de comemoração de seu IIº aniversário, sob o signo do “EQUILIBRIO PARA CONSOLIDAR A LIBERDADE”.

O Poeta, mentor e autor do projecto, define o factor “ESCRAVIDÃO”, como sendo a dificuldade que o ser humano encontra em se realizar plenamente. Para Paulo Varela, cada limitação é uma forma de escravatura.

Este pensamento é universal, pois, considera este escritor, que a humanidade inteira, para satisfazer seus diferentes interesses, desenvolveu várias formas de domínio, quer sobre o próprio homem, quer sobre outros animais e sobre os demais recursos da terra. No entanto, todas estas formas de domínio acabam por ter repercussão sobre o homem vivente, basta, prestar atenção aos danos ambientais e nas suas consequências para o planeta terra, as alterações climáticas, as doenças que delas derivam, a escassez e as guerras que se travam, tornando cada vez mais dependente do capital, a convivência e a relação entre os seres humanos.

Paulo Varela chama a si sua Africanidade para também lançar um olhar preocupante sobre o continente "berço da humanidade” – a AFRICA. Considera o escritor que o percurso feito e a experiencia de séculos de escravatura dos povos da Africa, culminando com os processos sangrentos de luta contra o colonialismo e outras formas de opressão como o aparthaid, até aos nossos dias, ditos democráticos, deveriam servir de referencia, de modo tal a honrarmos a memória dos nossos irmãos capturados no sossego de suas tabankas, transportados, violados, vendidos e explorados; valorizarmos e aprendermos com a entrega e o espirito patriotico e generoso de homens como Cabral, Lumumba, Nkrumah, Mandela, Neto, Senghor, Machel, entre outros tantos que sob a liderança destas vozes da liberdade, combateram e emprestaram seu sangue à causa da Liberdade.

A Africa, particularmente, precisa arrepiar caminho e olhar para sua história, orientar seu povo para o modelo recomendado pelos nossos pensadores, estudar, popularizar os princípios e ideais panafricanistas, ajustando-os ao conceito importado da democracia ocidental. Pois, os novos fenomenos e focos de escravatura humana, seguindo os relatos de acontecimentos na região do Magrebe, tem sua origem na incapacidade dos lideres actuais, de seguir a doutrina Africana, permitindo-se corromper pela referida democracia ocidental, gerando assim politicos e administradores sem compromisso com a pátria nem o povo. Importa olvidar a esquerda e a direita democrática e por foco no povo, suas necessidades, gestão equilibrada e racional da economia, distribuição efetiva dos poderes, humildade dos actores politicos no exercicio do poder e de seus mandatos e a distribuição das riquesas corretamente ajuizada.

PARA NUNCA MAIS SER ESCRAVO, enquanto projecto literário, lançou sua primeira compilação poética em Março de 2018, depois de várias apresentações no pais, o poeta de Tarrafal avalia positivamente a primeira fase do projecto, tendo esgotado a primeira tiragem e assim, abre a jornada de comemoração do seu segundo aniversário, mais maduro com os olhos postos na missão de continuar a pregar esta filosofia sob o signo do “equilibrio para consolidar a liberdade”, já de bagagem feita, para as apresentações além fronteiras.

O autor manifesta solidariedade a todas as vitimas de servidão, quer fisica, psicológica, emocional ou de qualquer ordem, ainda por classificar e considera que aqueles que escravisam, também são “escravos do poder” que lhes dá esta fragilidade de abusar.

Para marcar esta jornada, será lançado lançado no dia 12 de janeiro no Tarrafal, o video “ Senhor Poeta – o que é a poesia ”, em parceria com a EDEN produções e a Associação Literaria de Tarrafal de Santiago - ALTAS.

Paulo Varela conclui com um forte apelo aos jovens: “Estudem e valorizem-se, desprezem a preguiça e abracem a ética e os valores que vossos pais vos transmitiram”, PARA NUNCA MAIS SER ESCRAVO.



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Comentários  

-1 # José Sanches 18-01-2020 02:19
Nunca fui escravo. .. nasci nos fins dos anos 50. Reveja a história por favor...
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+1 # Arena crítica 13-01-2020 15:02
A liberdade é uma valor frágil. Exige que estejamos sempre atentos a aquilo que se passa connosco, ao mesmo tempo olhando o que acontece ao nosso redor. Ser livre é termos coragem de sermos nós mesmos sem imposição dos outros. É tomar a nossa vida nas nossas próprias mãos. No fundo, é procurar fazer o melhor para nós baseado na racionalidade. Isso não é fácil.
O autor defende que devemos defender a africanidade e aquilo que aprendemos com os nossos pais. Ora não sei o que isso significa ao certo, uma vez que o autor não diz. O que é certo, não se é livre apenas por seguir alguém por melhor que seja. Ser livre é estar disposto a experimentar os nossos caminhos, a corrigir os nossos erros, a concordar e a discordar dos outros quando é necessário. A liberdade é uma desafio constante. Não é algo que se adquire de uma vez por todas.
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