
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irão, anunciou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França contactaram o governo de Teerão para discutir possibilidades de cessar-fogo na região.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irão, Kazem Gharibabadi, informou que vários países, incluindo China, Rússia e França, contactaram o governo de Teerão (a capital do país) para serem discutidas eventuais possibilidade de cessar-fogo no Médio Oriente.
“A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita”, declarou Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada pela agência de notícias ISNA, acrescentando: “não iniciámos a agressão nem a guerra” e alegando que seu o país se está a defender.
As declarações do governante iraniano acontecem após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, ter rejeitado negociações de paz com os Estados Unidos da América (EUA). “Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário”, disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News.
Segundo Araqchi, as negociações com a Casa Branca “já não estão na agenda”, sublinhando que o Irão está preparado para “lutar pelo tempo que for necessário”.
Trump diz uma coisa e o seu contrário
Por sua vez, Donald Trump tem-se desdobrado em declarações contraditórias sobre a guerra no Irão. Inicialmente, afirmando que estava “praticamente terminada”, para, logo a seguir, dizer que não sabia “até onde poderia ir”.
Oscilando entre declarações exaltando alegadas conquistas das forças armadas norte-americanas e a realidade de as bases dos EUA na região terem sido bombardeadas, Trump enumerou o suposto ataque a cinco mil alvos, o afundamento de mais de 50 navios, a destruição de fábricas de drones e a redução da capacidade de mísseis do regime iraniano para 10 porcento (%) ou “talvez menos”, uma narrativa para consumo interno que parece já não convencer a população dos EUA.
Uma operação militar que, na ocasião foi apontada como não durando mais de 72 horas, já vai em dez dias e está a tornar-se num verdadeiro inferno para as pretensões imperiais norte-americanas.
Recordamos que em uma ação conjunta, os EUA e Israel lançaram um intenso ataque militar em 28 de fevereiro, alegando que iriam derrubar o regime de Teerão. No entanto, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas a aliados históricos dos norte-americanos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque, provando que, ao contrário de ter caído, o regime continua firme e a surpreender pela sua capacidade de resposta.
Foto: Tasnim News Agency/ZUMA/picture alliance
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