
Terminal Rodoviário da cidade do planalto regista o menor fluxo de passageiros de sempre e preocupa profissionais, que temem pela sustentabilidade da sua atividade. A redução no movimento é atribuída, em grande parte, à emigração, que vem reduzindo o número de passageiros e de veículos em circulação.
A diminuição do movimento de passageiros no Terminal Rodoviário de Assomada está a preocupar os condutores, que relatam dificuldades crescentes na realização de viagens e na sustentabilidade da desta atividade. Em declarações à Inforpress, o condutor Vanildo Monteiro, com mais de 15 anos de experiência no setor, disse que a movimentação diminuiu drasticamente e a tendência é para agravar-se.
“Antes conseguíamos fazer mais de duas voltas por dia, mas, agora, na maioria das vezes, fazemos apenas uma. Há veículos na ligação à Praia que chegam a ficar dois dias na fila sem completar uma viagem”, disse o condutor.
Ainda segundo Vanildo Monteiro, o tempo de espera para encher os veículos pode atingir duas horas, desmotivando passageiros e profissionais. O condutor indicou ainda que, mesmo em dias tradicionalmente mais movimentados, como quartas-feiras e sábados – dias de feira em Assomada -, o fluxo de passageiros mantém-se reduzido.
Emigração tem reduzido o número de passageiros e de veículos
Apesar de alguma melhoria durante o período escolar, devido à presença de estudantes, muitos utilizam serviços de “hiace” com pagamento mensal, o que limita o aumento da procura.
A redução no movimento é atribuída, em grande parte, à emigração, que tem reduzido o número de passageiros e de veículos em circulação. De acordo com Vanildo Monteiro, vários “hiaces” encontram-se atualmente inativos, na sequência da migração de condutores e proprietários para o exterior.
Esta situação, fundamentalmente gerada pela emigração, veio introduzir mudanças na dinâmica do transporte rodoviário e impactos socioeconómicos na cidade de Assomada, afetando a atividade dos condutores e a mobilidade da população local.
C/Inforpress
Foto: HD
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