
A minha dignidade / não cabe / no teu orçamento.
Não me alistes
na tua guerra suja
de promessas embrulhadas em cifrões
e luvas distribuídas
nos bastidores.
Não marcho
ao ritmo das tuas conveniências,
nem levanto bandeiras
que não nasceram no meu peito.
Não, não sou a tua tropa, não te iludas…
Não me compras
com holofotes,
nem com palcos montados à pressa
para fingir grandeza.
Conheço bem
essa basofaria
do elogio fácil,
da mão que aperta
com preço escondido.
Queres lealdade?
Compra um espelho.
Não me reflito
na tua obscuridade.
A minha voz não está à venda
nem alugo a minha consciência
por contratos bem redigidos
e aplausos encomendados.
Chegam-me os meus…FORTES!
A minha dignidade
não cabe
no teu orçamento.
E se te incomoda
o facto de eu dizer não,
habitua-te.
Porque eu não nasci
para obedecer a vaidades
nem para engordar egos.
Já te disse que não sou a tua tropa.
Não insistas!
Fica com os teus convites,
com os teus jantares estratégicos,
e com as promessas vestidas de futuro.
Eu fico aqui comigo.
Inteira. Indomável.
Sem farda nem medalhas.
Prefiro assim
Porque não sou a tua tropa.
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