
Parlamentares do maior partido da oposição, eleitos pelo círculo de Santo Antão, defenderam ontem ser necessário repensar as estruturas de saúde da ilha, porquanto, tanto o Hospital Regional quanto o Centro de Saúde de Porto Novo apresentam “estruturas arcaicas e ultrapassadas, que não respondem às demandas atuais e nem aos desafios futuros”.
A porta-voz dos parlamentares do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Rosa Rocha, que falava este domingo, 22, à imprensa no final de uma visita ao círculo eleitoral, disse que há necessidade de repensar as estruturas de saúde em Santo Antão e Porto Novo que, pela sua centralidade, é o único polo que cresce, além de ser porta de entrada e de saída da ilha das montanhas.
Os deputados do PAICV, defenderam mesmo a necessidade de se “repensar a construção de um hospital” no município do Porto Novo, “onde espaços não faltam”.
Segundo Rosa Rocha, tanto o Hospital Regional de Santo Antão, com 30 anos de funcionamento, quanto o Centro de Saúde do Porto Novo, construído há vinte e cinco, apresentam “estruturas arcaicas e ultrapassadas, que não respondem às demandas atuais e nem aos desafios futuros”.
“Problemas estruturais” na saúde
“Temos que nos preparar para o futuro, temos que repensar a construção de um hospital no Porto Novo, onde espaços não faltam”, sublinhou a deputada, para quem Santo Antão padece de “problemas estruturais” ao nível da saúde.
Em relação ao Centro de Saúde do Porto Novo, a deputada alertou para o estado avançado de degradação do edifício, com problemas graves de funcionamento e sem condições de trabalho para os profissionais.
Rosa Rocha explicou que o Porto Novo, por ser a porta de entrada e de saída de Santo Antão, tem de ter uma estrutura de saúde capaz de atender tanto a população residente como a flutuante de milhares de turistas, razão pela qual este município precisa de um novo hospital.
“Partidarização” do setor
Para os parlamentares do PAICV, o setor da saúde está a ser partidarizado, gerando “problemas graves a nível central, regional e local”.
A deputada lembrou que Porto Novo está sem delegado de saúde desde junho do ano passado, já que o Ministério da Saúde “ainda não encontrou alguém de confiança” para o cargo. Para Rosa Rocha, “é necessário que tenhamos pessoas com capacidade, com experiência nesta área para dar resposta aos problemas” e não comissários políticos.
C/Inforpress
Foto: Inforpress
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