Irão ataca bases militares dos EUA e reafirma soberania sobre Ormuz
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Irão ataca bases militares dos EUA e reafirma soberania sobre Ormuz

Guarda Revolucionária Islâmica reitera que o Estreito de Ormuz permanecerá “completamente fechado” até que instalações de energia e tecnologia, destruídas por Israel, sejam reconstruídas.

Israel lançou uma série de ataques contra a infraestrutura energética de Teerão na madrugada desta segunda-feira, 23, enquanto as forças iranianas lançaram nova operação, com mísseis balísticos e drones sobre Tel Aviv e bases militares norte-americanas na região.

Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), os ataques atingiram instalações de energia e tecnologia em diferentes áreas da capital iraniana, promovendo cortes de energia em pelo menos cinco regiões da cidade. As explosões foram descritas como de “alta intensidade”.

Em resposta, o Irão ativou a operação “Verdadeira Promessa 4”, considerada a 75ª onda de sua estratégia militar. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) deu a conhecer o lançamento de mísseis balísticos e drones contra instalações militares israelitas e posições de tropas em territórios palestinianos ocupados. A ofensiva também atingiu a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, e a Quinta Frota dos Estados Unidos da América (EUA) no Bahrein.

No domingo, 22, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que atingiria centrais nucleares do país em 48 horas caso o estreito não fosse aberto. O Irão respondeu, afirmando que em caso de ataque a ilhas ou à costa do país, toda a infraestrutura energética de Israel e no entorno das bases norte-americanas na região será considerada alvo.

Soberania sobre Estreito de Ormuz

O Ministério das Relações Exteriores do Irão declarou que a passagem, por onde escoa 20% do petróleo comercializado no mundo, permanecerá aberta a países amigos, mas embarcações dos agressores serão impedidas de transitar.

“O respeito à liberdade de navegação só é concebível à luz do respeito à soberania do Estado costeiro”, afirmou o governo iraniano, acrescentando que a responsabilidade por qualquer instabilidade recai sobre os EUA e Israel.

“O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas fábricas hidroelétricas destruídas forem reconstruídas”, afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado.

C/Opera Mundi
Foto: Amin Ahouei/Tasnim

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