Irão desmente Trump e reitera “firme controlo” sobre Estreito de Ormuz
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Irão desmente Trump e reitera “firme controlo” sobre Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA prometeu atacar Teerão até que a rota marítima fosse “aberta, livre e desimpedida”. No entanto, o Irão rejeita reabertura sob “gestos teatrais” do inquilino da Casa Branca. Teerão detalhou, ainda, uma série de operações de mísseis e drones efetuadas hoje contra alvos dos Estados Unidos da América e de Israel em toda a região.

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) reafirmou esta quarta-feira, 01, que o Estreito de Ormuz segue “firmemente” sob seu controlo e que não será reaberto pelos “gestos teatrais” do presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Donald Trump havia escrito na plataforma Truth Social que Teerão teria pedido a Washington uma trégua, mas que esta somente seria concedida na condição de que a rota marítima fosse “aberta, livre e desimpedida”.

“A situação no Estreito de Ormuz está firmemente e totalmente sob o controlo de nossas forças navais”, declarou a IRGC. E, à televisão estatal, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano também desmentiu a afirmação “falsa e infundada” do líder da extrema-direita mundial de que o Irão teria pedido um cessar-fogo.

No comunicado emitido pela IRGC, são também rebatidas as declarações de Trump de que até uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, o governo norte-americano continuaria atacando a nação persa “até a sua completa destruição”. Em resposta, Teerão detalhou uma série de operações de mísseis e drones efetuadas nesta quarta-feira, 01, contra alvos dos Estados Unidos e de Israel em toda a região.

Operações de grande escala atingem alvos  militares dos EUA e de Israel

O IRGC afirmou que, desde as primeiras horas do dia, suas forças navais realizaram cinco operações de grande escala com uso de mísseis balísticos e de cruzeiro, bem como drones de ataque, visando alvos militares-chave das forças norte-americanas e israelitas.

Na nota, é avançado que, na primeira ofensiva, foram destruídos dois sistemas de radar de defesa aérea dos EUA estacionados em uma estrutura marítima perto dos Emirados Árabes. Além disso, um petroleiro pertencente a Israel foi alvejado no centro do Golfo Pérsico.

Ainda segundo a IRGC, um local oculto de reunião das forças norte-americanas no Bahrein foi, também, atingido por drones e mísseis balísticos, enquanto um centro de preparação de helicópteros e hangares de armazenamento de equipamentos na base de Al-Udeiri foram alvejados.

C/Opera Mundi/Ansa e Tasnim
Foto: Reprodução/Tasnim

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