
Em “Carta Aberta” publicada na sua rede social, Alberto Mello assume a sua rutura com Ulisses Correia e Silva, alegando que entendeu “com toda a serenidade, não reunir condições para integrar a lista do MpD” em termos que “considerasse coerentes” com o seu percurso político. Mas deixa um aviso: vai continuar “empenhado em servir Cabo Verde e, em particular, Santiago Sul”
Em “Carta Aberta” publicada na rede social Facebook e dirigida aos cabo-verdianos e aos eleitores de Santiago Sul, Alberto Mello (Beta) diz ter recusado integrar a lista do Movimento para a Democracia (MpD), assumindo claramente a sua rutura com o líder do partido e ainda primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.
“Ao longo dos últimos anos, tenho servido o país e, em particular, a cidade da Praia e a ilha de Santiago, com dedicação, sentido de responsabilidade e profundo respeito pelas pessoas”, começa por referir o deputado nacional, alegando ter sempre feito política “com base na proximidade, no trabalho no terreno e no compromisso com soluções concretas para os problemas que afetam o dia a dia dos cidadãos” cabo-verdianos.

Uma recusa em coerência com o seu percurso político
Aludindo ao processo de preparação das listas de candidatos a deputados nas eleições de 17 de maio, Beta entendeu “com toda a serenidade, não reunir condições para integrar a lista do MpD” em termos que considerasse “coerentes” com o seu percurso político, que diz ter vindo a construir, “com o trabalho desenvolvido e com a relação de confiança estabelecida com a população” da cidade da Praia.
Sublinhando tratar-se de “uma decisão ponderada, tomada com sentido de responsabilidade e com total respeito pelas instituições e pelas pessoas”, Alberto Mello avança que continuará “empenhado em servir Cabo Verde e, em particular, Santiago Sul”, mantendo-se “próximo das pessoas, ouvindo, propondo e contribuindo para um país mais justo, mais equilibrado e com mais oportunidades para todos” os cidadãos.
Concluindo, o arquiteto e ex-vereador da Câmara Municipal da Praia destaca que, para ele, a política “nunca foi um fim em si mesmo, mas um instrumento de serviço”, e deixando em aberto que continuará o seu “caminho”.
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