
A liderança e os cargos políticos pressupõem antes de mais, a entrega à um serviço abnegado e sincero em favor das reais necessidades do povo. Significa que a sociedade deve ser a motivação maior sempre. Quando os cargos políticos visam outras prioridades, a política deixa de ser um veículo de mudança e transformação social. É nesta senda, que venho partilhar convosco sobre a minha singela análise desta temática. "Cargos políticos e os interesses públicos e sociais".
Quem não defende os interesses essenciais e fundamentais do povo não merece estar na política. O primado inegociável deveria ser o bem-estar do povo e a construção da sua legítima dignidade. Qualquer outro pressuposto é negar a si próprio e uma perspicácia irónica de um fracasso antecipado. Quem não serve para servir não serve para exercer cargos políticos.
A liderança e os cargos políticos pressupõem antes de mais, a entrega à um serviço abnegado e sincero em favor das reais necessidades do povo. Significa que a sociedade deve ser a motivação maior sempre. Quando os cargos políticos visam outras prioridades, a política deixa de ser um veículo de mudança e transformação social.
É nesta senda, que venho partilhar convosco sobre a minha singela análise desta temática. "Cargos políticos e os interesses públicos e sociais". Quase todo o político defende o argumento de que o primado inegociável em se candidatar por um determinado cargo é o bem-estar público e social dos cidadãos. O argumento realmente é belíssimo quando pensamos na dimensão teórica.
Na verdade, nesses últimos dias percebemos que a situação vem se tornando complexa, na medida que se aproxima as legislativas de maio de 2026. Várias situações e disputas pelos cargos de relevância vem suscitando reflexões e análises responsáveis. Com isso, chama a nossa atenção e nos incita a vários questionamentos. Os interesses públicos e sociais são de fato o primado maior dos políticos que buscam cargos de relevância? Onde fica o povo e os interesses essenciais? Quais são as prioridades fundamentais dos que almejam cargos de relevância na política? Que olhar humano possuem os que estão na busca pela liderança política? Como os políticos em Cabo Verde respondem os anseios cruciais dos cidadãos e do próprio País?
São perguntas que merecem uma atenção devida e uma análise sincera apartidária. Quando alguém almeja um determinado cargo político, deve pensar antes que terá um caminho árduo pela frente. Toda a responsabilidade trás consigo grandes exigências. Ninguém poderá pensar que ter milhares de pessoas sob a sua responsabilidade é uma tarefa simples. A verdade e a coerência devem estar na linha central das promessas a sarem cumpridas, dos compromissos a serem atendidos e dos anseios sociais e humanos a serem colmatados.
Não devemos seguir a linha maquiavélica. Maquiavel dizia: "É preferível propor a ilusão para o povo do que a verdade". No entender de Maquiavel, o povo não busca a verdade, isto é não procura saber a veracidade dos fatos, presume apenas. É nesse âmbito que o político poderá se autossabotar e cair na sua própria ingenuidade destrutiva e ilusão do sucesso.
Na política a discrepância é perigosa, a transparência e as evidências são elementos que jamais podem ser ignorados; concomitantemente, a verdade e a lógica devem estar juntas. Sublinhando Maquiavel: "A ilusão é mais forte do que a realidade". É claro que chegará um momento em que a discrepância será o pêndulo que marcará o seu ponto crucial.
Quem deseja alcançar cargos políticos deve estar ciente que o processo será doloroso; na medida em que a verdade deverá ser a peça essencial da engrenagem. Na política inventar ou ludibriar representa um risco elevado, gerando respostas imprevisíveis. Quando menos se pensa as vozes do silêncio e do desalento poderão escoar pelos cantos invisíveis, clamando por socorro.
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