Ulisses com “saia justa”
Política

Ulisses com “saia justa”

Passados dois dias sobre a ocasião em que foi mandatado pela direção ventoinha a fechar as listas, o ainda primeiro-ministro não conseguiu cumprir a tarefa, já que muitos não se conformam com o lugar indicado nas candidaturas. Com este processo das listas, Ulisses Correia e Silva ficou com a sua “autoridade política abalada e isso, é inevitável, vai contar nas eleições”, disse ao nosso jornal uma fonte do Movimento para a Democracia.

Provavelmente, Ulisses Correia e Silva está a passar pelo pior momento da sua vida política. Em causa está a elaboração das listas de candidatos a deputados nas eleições legislativas de 17 de maio, com o presidente do Movimento para a Democracia (MpD) enfiado numa autêntica “saia Justa”, tendo de se confrontar com protestos e descontentamentos internos provenientes da militância e dos candidatos que o próprio propôs.

A verdade é que, passados dois dias sobre a ocasião em que foi mandatado pela direção ventoinha a fechar as listas, o ainda primeiro-ministro não conseguiu cumprir a tarefa, já que muitos são aqueles que não se conformam com o lugar indicado nas candidaturas.

Os problemas maiores prendem-se com as listas de candidatos de Santiago Sul e Santiago Norte, com o presidente do MpD a não conseguir fechar o processo por razão de vários militantes (incluindo deputados e dirigentes nacionais) a não quererem figurar como candidatos.

Ulisses está com “autoridade política abalada”

“Nuns casos, tem a ver com a posição nas listas, pois querem ficar nos primeiros lugares; noutros, trata-se apenas de um pretexto para não verem o seu nome associado a uma previsível derrota eleitoral nas eleições de maio, e estarem já a posicionar-se como reserva para o pós-Ulisses”, confidenciou ao nosso jornal uma fonte do partido que tem acompanhado o processo de elaboração das listas de candidatos.

Se é certo que os principais problemas têm o epicentro nos dois círculos eleitorais da ilha de Santiago, ao que nos foi possível apurar, em São Vicente há, também, grande descontentamento pela exclusão de Mircéa Delgado, uma das deputadas mais bem avaliadas a nível local e nacional. Mas, também, porque o ainda ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, não ser visto com bons olhos pelo eleitorado são-vicentino.

“A culpa disto é do próprio Ulisses, que quis impor a sua vontade absoluta ao partido e não conseguiu de todo, passando para a opinião pública uma imagem de pouca firmeza e de quem, de facto, já não consegue controlar a máquina como fazia com maestria nos bons tempos. Com este processo das listas ficou com a sua autoridade política abalada e isso - é inevitável - vai contar nas eleições”, disse ainda a nossa fonte.

A juntar ao pior momento da vida política de Ulisses Correia e Silva está o facto de importantes ativos do MpD na cidade da Praia se terem recusado a integrar a lista de candidatos por Santiago Sul, como é o caso de Alberto Mello (Beta) e de Paulo Veiga.

Foto: DR

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SOBRE O AUTOR

Redação

    Comentários

    • Casimiro Centeio, 31 de Mar de 2026

      Quer-se-à dizer que Ulisses já é um cadáver político procrastinado? Não sou eu quem o disse, mas a realidade!

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