
Respondendo ao plano de paz apresentado pelos Estados Unidos da América, as autoridades de Teerão impõem cinco condições para um cessar-fogo. São elas: a interrupção total da “agressão e assassinatos” pelos inimigos do país, a criação de mecanismos concretos que impeçam a retomada do conflito, o pagamento garantido de reparações de guerra, o encerramento das hostilidades em todas as frentes, incluindo grupos aliados na região, e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
O Irão rejeitou o plano de paz dos Estados Unidos da América (EUA), alegando exigências “excessivas” e reiterando que qualquer cessar-fogo ocorrerá exclusivamente nos termos e no cronograma definidos pelo Governo de Teerão. A informação foi avançada por um funcionário do alto escalão político e de segurança ao órgão de comunicação estatal iraniano Press TV, esta quarta-feira, 25.
Segundo o oficial, “o Irão irá encerrar a guerra quando decidir fazê-lo e suas próprias condições forem atendidas” e “não quando Trump prever sua conclusão”. A proposta da Casa Branca foi encaminhada na última terça-feira, 24, a mediadores no Paquistão.
A autoridade iraniana afirmou que as exigências de Washington foram recusadas e detalhou as cinco condições consideradas indispensáveis pelo Irão para o fim da guerra. “Nenhuma negociação será realizada antes disso”, afirmou.
São elas: a interrupção total da “agressão e assassinatos” pelos inimigos do país, a criação de mecanismos concretos que impeçam a retomada do conflito, o pagamento garantido de reparações de guerra, o encerramento das hostilidades em todas as frentes, incluindo grupos aliados na região, e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Plano de Trump é “desconetado da realidade do campo de batalha”
O plano apresentado pela Casa Branca incluía um cessar-fogo de 30 dias para discutir 15 pontos de negociações, entre elas, o comprometimento iraniano de nunca avançar com o desenvolvimento de armas nucleares, a limitação no alcance e número de mísseis, o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah, e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
Segundo o oficial iraniano, o Governo de Teerão qualificou as propostas do presidente norte-americano, Donald Trump, como “excessivas” e “desconectadas da realidade do campo de batalha”.
A mesma fonte mencionou as rodadas anteriores de negociações realizadas com Washington, na primavera de 2025 e no inverno de 2026, descrevendo-as como enganosas e sem intenção genuína de diálogo. O Irão, afirmou, está determinado a continuar sua defesa e desferir “golpes duros” ao inimigo, até que suas exigências sejam atendidas.
C/Opera Mundi
Foto: Press TV
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