
Desceu o pano sobre a 12ª edição do Atlantic Music Expo, com o artista enorme do Tarrafal e do mundo a marcar o ritmo da noite. E, logo a seguir, os ritmos do Kriol Jazz Festival inundaram o palco e ganharam o público com os também enormes Nataniel Simas e Ineida Moniz. A magia aconteceu.
Princezito encerrou o Atlantic Music Expo 2026 na noite de ontem, que fez subir ao palco também Patche Di Rima e Fidju Kitxora, sublinhando uma forte ligação empática com o público e exaltando a diversidade cultural africana. Uma noite mágica em que O AME deu lugar ao Kriol Jazz Festival.
Ao longo da noite de encerramento, Princezito, um estreante no AME, foi calorosamente recebido pelo público e estabelecendo um momento único de energia e empatia. “Foi uma das maiores reações que já tive. Senti como se o público estivesse a mostrar o quanto me ama. Vibrou comigo, tanto no chão como no palco”, avançou o artista do Tarrafal e do mundo, manifestando gratidão pelo carinho recebido.
Também em palco, com energia contagiante, esteve o artista guineense Patche Di Rima, que valorizou o AME enquanto espaço de união entre culturas. “O importante é estarmos juntos, a criar união e coesão”.
Por sua vez, Fidju Kitxora levou ao palco uma proposta marcada pela fusão de sonoridades e identidades da diáspora, numa atuação que cruza diferentes linguagens musicais. Trata-se de um projecto recente, em trânsito entre Lisboa e Cabo Verde, que lançou em 2024 o álbum de estreia “Racodja”, inspirado nas vozes passadas, presentes e futuras da diáspora, traduzidas numa música viva e contemporânea.
O encerramento do AME volta como ponto de encontro da indústria musical do mundo, reforçando o seu papel na promoção de artistas e na circulação de projectos culturais.
Kriol Jazz Festival homenageia 50 anos de carreira de Zeca di Nha Reinalda
A noite prosseguiu, agora com o início do Kriol Jazz Festival, que este ano homenageia o cantor Zeca di Nha Reinalda pelos seus 50 anos de carreira. Uma noite marcada pela diversidade musical e pela celebração de talentos nacionais e de outras latitudes.
Ao palco, subiram, logo na abertura, Nataniel Simas e Ineida Moniz, numa atuação conjunta intimista e emotiva que logo ganhou o público. À importância de participar na abertura de um dos maiores eventos musicais do país, juntou-se o orgulho de serem parte da homenagem a Zeca di Nha Reinalda, pelo seu meio século de percurso musical.
Para Nataniel Simas, tratou-se de uma homenagem “justa e muito bem merecida”, considerando Zeca di Nha Reinalda como o “rei da música cabo-verdiana”. Por sua vez, Ineida Moniz avançou ser gratificante cantar em homenagem ao artista, descrevendo o momento como “uma alegria total”.
“Acho que o coração de todos os cabo-verdianos pulsa com amor e alegria ao ouvir o Zeca. Hoje à noite tivemos essa prova, com o público a vibrar. Para mim, enquanto representante da nova geração, o Zeca sempre foi uma referência”, disse ainda Ineida Moniz.
A noite prosseguiu com a atuação do grupo “Entre Ilhas”, liderado pelo músico Adé Costa, residente nas Canárias. Um projeto que reúne artistas oriundos de diferentes ilhas da Macaronésia, promovendo uma fusão de sonoridades que reflete a riqueza cultural desta região atlântica.
“O Kriol Jazz é um festival que me deu a oportunidade de apresentar projectos de semelhante magnitude, como o ‘Entre Ilhas’. Por isso, hoje, para mim, dez anos depois apresentar-me neste palco é também uma prova de evolução”, disse Adé Costa.
C/Inforpress
Foto: Richart/AME
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