O custo da encenação

Quem critica não odeia Cabo Verde. Quem questiona não é inimigo da Liberdade. Pelo contrário: só numa sociedade livre é possível discordar sem ser rotulado. Só numa democracia saudável se aceita que o amor ao país também se manifeste em perguntas incómodas. A Liberdade não precisa de monumentos caros para existir. Precisa de instituições sólidas, prioridades claras e respeito pela inteligência dos cidadãos. Tudo o resto é encenação e basofaria.

Ano Digital

"...assistimos a uma transferência sistemática do protagonismo tecnológico para empresas estrangeiras, que capturam a esmagadora maioria dos grandes contratos públicos. Uma análise simples ao investimento do Estado em tecnologia revela que milhões de euros são sistematicamente exportados, sem que os resultados justifiquem esse modelo. Enquanto isso, assiste-se a uma lavagem de marketing deste processo através do uso abusivo da palavra “startup”. Jovens são anestesiados com eventos, visitas imersivas e promessas vagas, enquanto lhes é negado o acesso real ao mercado nacional, um...

Santa Maria, a vergonha turística, que não sabe nadar!

Santa Maria não sabe nadar, mas é o povo que se afoga na negligência, na mediocridade e na falta de visão de quem devia cuidar da ilha. Chega de abandono! Chega de cosmética barata! Queremos dignidade, queremos respeito, queremos um futuro à altura do que nos prometeram e que Santa Maria merece.. Santa Maria contribui por 14,5 % do PIB nacional, aproximadamente 400 milhões de euros.

“Jobs for the boys” a (des)Méritocracia na nôs terra

Cabo Verde não precisa de mais “boys”. Precisa sim, de gente com ideias, com sentido de serviço público e com a ousadia de pensar fora dos corredores do partido. Mas para isso, era preciso querer mudar o enredo. E, até ver, ninguém quer largar o palco ou o tacho.
Enquanto o povo bate palmas ao espectáculo, nos bastidores continuam a distribuir os papéis.
Talento? Ess li gó, tá continuá na desempreg.

Em nome da unidade e luta, na praça pública

O futuro de um país não se constrói com retalhos de ambição mal cosida. Cabo Verde merece mais e o PAICV também. Mas, para isso, alguém terá de desligar o megafone, calar o orgulho e fortalecer os alicerces antes que a casa desabe de vez… e os inquilinos se mudem para a casa do vizinho da ventoinha.

Um dos sinais de degradação política é transformar a mentira numa habilidade valorizada

Quando uma esmagadora maioria da população apoia um candidato que inventa desculpas para justificar os seus fracassos ao longo de oito anos, ou esse candidato é um hábil ilusionista, ou estamos perante uma sociedade que prefere fingir, em vez de admitir que vive numa ilusão e que escolheu um incompetente. Enquanto não começarmos a avaliar de forma crítica as declarações dos políticos, permitiremos que a mentira se transforme numa qualidade.

Any Delgado. “Não existem políticas públicas para a diáspora cabo-verdiana a nível cultural”

Afirmação da ativista cultural, Ana Maria Fonseca Delgado, ou simplesmente Any Delgado, uma cabo-verdiana que vive na diáspora desde os 18 meses, primeiro em Portugal, até aos 45 anos, e nos últimos 6 anos na Holanda. Natural de São Vicente, onde nasceu em 1971, Any Delgado afirma que para o atual governo a diáspora é apenas “números e cifrões”.