É altura de o Governo explicar - de forma clara e fundamentada - quais os critérios que justificaram o fim do PRRA e quais os mecanismos que pretende implementar para substituir o programa. O país não pode continuar a assistir, impávido, a uma governação que confunde o Estado com o partido e que descontinua políticas públicas conforme a conveniência eleitoral.
...o “governo-sombra”, será apenas isso: sombra. Sem luz, sem corpo, sem futuro. Se quer ser levado a sério, que abandone a ilusão das formas vazias e mergulhe na humildade do trabalho substantivo. Que estude. Que estude muito, os problemas reais do país. Que converse. Que converse muito mesmo e com todos. Que ouça. Que ouça muito mesmo, os sonhos e as inspirações dos cabo-verdianos. E que, a partir daí, aprenda que na política, ao contrário das fábulas, não são as rãs inchadas que conquistam respeito, mas as vozes sábias que sabem onde, quando e porquê cantar. Que os...
O Grupo Parlamentar do MpD aparece, de passos trocados, e vota contra a condenação do golpe de Estado na Guiné-Bissau, com uma “esquisita” justificação. Postura que, interpretada à letra, pode configurar uma “censura” ao Governo.
O Movimento para a Democracia foi o único partido parlamentar a rejeitar um voto de condenação ao golpe de Estado de 26 de novembro. Justificando a posição do partido do Governo, Orlando Dias lembrou que se registaram golpes de Estado em países como Guiné-Conacri, Mali, Níger e outros, sem que o parlamento cabo-verdiano se pronunciasse.
Sociológicamente já existe uma proporção do eleitorado expressiva, mais de ¼ do eleitorado (que se mobilizados pode eleger 19 a 20 deputados se todos votassem na mesma direção) que corresponde em números absolutos a uma população superior ao do Município da Praia, o maior do país, que afirma não acreditar nada na justiça e a espetacularização de ações judiciárias ou judiciais me parece que não vão contribuir para a reversão desse quadro crítico de descrédito na justiça e fadiga democrática que está colocado, pelo contrário, é só ver as tendências! A ação da...
A deputada do PAICV Eveline Ramos lamentou que, até ao momento, o executivo liderado por Ulisses Correia e Silva não tenha disponibilizado um “único centavo” para apoiar as vítimas das chuvas. E João Santos Luís, parlamentar e líder da UCID, apelou a uma distribuição “proporcional” dos recursos, para que os municípios de Santiago Norte possam repor a “normalidade de funcionamento”. Já a deputada do MpD Carmen Martins disse que o Governo está a “fazer levantamentos”.
Reagindo a declarações do presidente da Câmara Municipal de São Vicente de que, durante cinco dias, “a Rua de Lisboa vai bombar” para celebrar a “resiliência” dos mindelenses, os vereadores da autarquia eleitos pelo PAICV “demarcam-se perante a irracionalidade e a desproporcionalidade deste evento”, que consideram "completamente desajustado, inadequado, desproporcional e inoportuno”.