Na ilha do Sal, o presidente do PAICV defendeu um “novo tipo de Estado" em Cabo Verde. "Esse novo Estado tem de ser um Estado (…) que ampara o cidadão e que cuida do cidadão cabo-verdiano”, disse Francisco Carvalho na Assembleia de Militantes, que aconteceu na noite de ontem, avançando que o partido está pronto para governar o país.
A Assembleia Nacional deu ontem posse à Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar a concessão à CVInterilhas e esclarecer todas as dúvidas relacionadas com o contrato e a adenda posteriormente assinada, principalmente no que respeita à transparência e montantes financeiros transferidos pelo Estado, bem como a decisão do Tribunal Arbitral.
Centrada em setores estruturantes da ilha das salinas, este é o foco da visita de Francisco Carvalho, que inicia o seu primeiro périplo pelo arquipélago, visando reforçar a mobilização, a coesão interna do partido e a ligação direta com os cabo-verdianos. Um Cabo Verde para todos sai para a estrada a partir de sexta-feira.
Para o deputado do Movimento para a Democracia Paulo Veiga, a proposta apresentada pelo Governo traduz a “vitória da estabilidade, da confiança e da boa governação” conduzida por Ulisses Correia e Silva.
Para o líder parlamentar do maior partido da oposição, Clóvis Silva, o OE2026 confirma “o esgotamento político e a falta de rumo” do Governo do MpD, ao apresentar “um documento sem visão estratégica nem credibilidade económica” no final da legislatura.
PAICV e UCID, respetivamente, fazem a mesma avaliação do OE2026: “eleitoralista, irrealista e de austeridade”, marcando “o fim de um ciclo de 10 anos de metas não cumpridas e compromissos falhados”; e “prioriza propaganda governamental e assistência técnica”, enquanto mantém trabalhadores, idosos e pessoas com necessidades especiais na “extrema pobreza, sem atender a dívidas históricas”.
Ao mesmo tempo que cada vez maior é a proporção da população que apoia a democracia como o regime político preferencial (74,1%), as práticas de partidarização da administração pública, intimidação das pessoas, represálias laborais e políticas, cerceamento das liberdades de imprensa e de expressão, favorecimento político e económico se alastram na moda “sem djobi pa lado” para os “novos” “melhores filhos” do povo! Enquanto o povo clama pelo cumprimento de uma hierarquia de prioridades, o Governo do MpD assobia para o lado e conduz o país ao maior retrocesso em...