Pelas projeções dessa sondagem o MpD perderia mais de 54.000 votos da eleição de 2016 para a de 2026 atribuindo-lhe cerca de 68.000 votos o que o colocaria numa posição de baixíssima probabilidade de vitória eleitoral no presente ano, dado que o mínimo para vencer as Legislativas situará acima de 110.000 votos. Para o MpD vencer as eleições legislativas com as projeções de votos da sondagem em 31%, PAICV 25% e UCID 4% teria que ocorrer que PP, PSD, PTS e outros partidos deveriam em conjunto, ao menos, abocanhar 40% dos votos e se isso ocorresse, esse bloco de partidos seria...
Em comunicação ao país, o presidente da República anunciou, após reunião do Conselho da República, as datas para o próximo ciclo eleitoral: legislativas a 17 de maio e presidenciais a 15 de novembro. No respeitante às eleições legislativas, José Maria Neves sublinhou que “a Assembleia Nacional foi constituída a 19 de maio e as eleições nos termos da Constituição e da Lei Eleitoral devem acontecer entre 19 de abril a 19 de junho”, alegando ter cumprido com o imperativo constitucional.
As ilegalidades aqui expostas não são meras irregularidades administrativas. Tratam-se de falhas estruturais que, se persistirem, podem colocar em risco a validade jurídica e política das Eleições Legislativas de 2026 nos Estados Unidos, abrindo espaço a contestações, impugnações e instabilidade institucional.
Através do seu advogado, o candidato às eleições presidenciais de 23 de novembro apresentou atas das mesas de voto que, segundo alega, demonstram “de forma indiscutível” a sua vitória. O advogado disse que nos próximos dias”, o candidato e seus aliados políticos deverão “assumir as suas responsabilidades”, esperando o reconhecimento das organizações internacionais como “presidente eleito pelo povo”.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática dirige um “recado” ao MpD, à CNE, ao DGAP, à CRE/EUA e à Assembleia Nacional, sustentando que não poderão ser realizadas eleições legislativas nos Estados Unidos da América “se persistirem ilegalidades, omissões ou violações dos princípios constitucionais que regem o recenseamento eleitoral”. Em causa está a composição da Comissão de Recenseamento Eleitoral que, segundo o partido, não respeita “os princípios da legalidade, pluralismo político e transparência”.
Contrariando a posição da Comissão Nacional de Eleições, o Chefe da Missão de Observação da União Africana nas eleições da Guiné-Bissau, diz ser possível divulgar os resultados do escrutínio de 23 de novembro naquele país. O também ex-presidente de Moçambique diz, ainda, que “as eleições correram bem e existe vencedor”, avançando que “existem resultados e esses resultados devem ser publicados”.
João Santos Luís questionou o Governo sobre a demora no início do recenseamento eleitoral nos Estados Unidos, lembrando que o recenseamento deveria ter começado em setembro. O líder democrata-cristão diz, ainda, haver “exemplos claros de práticas que levantam sérias dúvidas sobre a transparência do processo” de recenseamento, sendo “evidente o risco” de “exclusão de milhares de cidadãos” cabo-verdianos.