Câmara Municipal da Praia justifica decisão alegando pressões contra o artista mais solicitado e controverso do momento, o MC Tranca Fulha. O produtor, Daves Soares de Carvalho, está estupefacto.
Li um excelente artigo da Senhora Ondina Ferreira no Jornal Expresso das Ilhas[[i]], que explana tudo aquilo que acredito ser o sentimento actual das pessoas que vivem na Cidade da Praia: “floresta de betão sem qualquer ordenamento”, “não há um espaço verde”, “inestéticas e feias armações, quais cogumelos, altíssimos, com vários andares, desordenados, a ocupar tudo, a tapar qualquer expectativa, ou desejo de vista para o mar”, “desrespeito pelo Plano Urbanístico”, etc.
Praia é di nhos tudo” é o lema de uma feira representativa das ilhas e das comunidades imigradas, que decorre hoje, no Platô, no âmbito dos 161 anos de elevação de Praia à categoria de Cidade.
Uma estória de desprezo e manipulação eleitoral
A gestão da coisa pública requer um elevado sentido de pertença, do interesse público, do respeito pelas leis, pela transparência e pela satisfação coletiva. A administração pública é, pela sua natureza e fundamentos, uma atividade nobre, que vincula a nação e protege o cidadão na sua vida pessoal e familiar.
Mais um carnaval se consumou na Praia continuando a suscitar sentimentos múltiplos de frustração versus enorme potencial, indiferença dos que podem mas omitem dedicação, imensidão de público expetante, muitos estrangeiros participantes ativos e crentes que a qualquer instante/dia, a festa se transcende e satisfará os santiaguenses e seus amigos!
Uma das coisas que mais me surpreendeu na Suíça, no Luxemburgo, etc., é a forma como a integração social, territorial é excecional. Há uma preocupação real para que qualquer cidade seja inclusiva e organizada, independentemente do nível social, étnico, económico ou financeiro. Há duas teorias de economia política que determinam o nível do Índice do Desenvolvimento Humano (IDHH) de um determinado Pais.