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O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou esta quinta-feira, 28 de março, a intenção de duplicar o rendimento per capita até 2026 e colocar o país na lista dos dez pequenos países insulares mais bem cotados no Índice de Desenvolvimento Humano.

O chefe do governo falava durante o encerramento do II Fórum Africano da Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decorreu desde terça-feira, na cidade da Praia.

“A nossa meta é colocar Cabo Verde na lista dos dez primeiros pequenos países insulares mais bem cotados no Índice de Desenvolvimento Humano”, afirmou o chefe do Governo, acrescentando: “Para tal, as condições de saúde e de salubridade são determinantes, acompanhadas pela educação acessível e de qualidade e pelo aumento do rendimento per capita que pretendemos duplicar até 2026”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, “estes são compromissos fundamentais para com as atuais e as próximas gerações para uma vida saudável, com oportunidades e felicidade”.

“Como país arquipelágico, as exigências e os esforços de investimento são diferentes de países continentais. Investimentos em infraestruturas de saúde são necessários em todas as ilhas, mas devem ser complementares por cada vez maior e melhor conectividade aéreas e marítimas, para facilitar a mobilidade e pelas tecnologias como a telemedicina, que permitem o acesso à distância a serviços de qualidade”, adiantou.

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, “o aumento da cobertura da segurança social, a política de inclusão social e produtiva dirigida à autonomia e autossuficiência das famílias e o plano de cuidados dirigidos às populações com deficiência são instrumentos importantes que impactam positivamente a qualidade da saúde”.

O II Fórum Africano da Saúde da OMS, que hoje terminou, teve como tema “Alcançar a cobertura universal de saúde e segurança sanitária: a África que queremos ver”.

Do evento resultou uma declaração, divulgada pelo ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, na qual os Estados-membros se comprometeram, entre outros aspetos, a “intensificar a implementação da estratégia da cobertura universal de saúde como uma forma eficaz de garantir o direito à saúde para todos sem restrições financeiras, contribuindo para o bem-estar social das populações e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Os participantes concordaram em que os Governos e parceiros devem “priorizar iniciativas focadas nas comunidades, unidades e distritos para o reforço dos sistemas de saúde, para assegurar a prestação sustentada dos serviços essenciais”.

Os Estados-membros devem ainda “promover o diálogo dos intervenientes internacionais e parcerias público-privadas, incluindo organizações intergovernamentais, setor privado, bancos de desenvolvimento e comunidades económicas regionais, autoridades locais, instituições de investigação e universidades”.

Na sua intervenção final, a diretora regional da OMS para África enalteceu o debate de três dias em Cabo Verde, país com o qual disse que os participantes aprenderam.

Hoje, afirmou Matshidiso Moeti, “há uma dinâmica no continente africano para a cobertura universal dos serviços de saúde e para a resposta às emergências e aos surtos”.

Com Lusa

Lusa/Fim



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Comentários  

0 # Di Longi 30-03-2019 15:34
Xo.entar o quê. Nao se comenta leviandades... basofaria baixa...... isso é menosprezar a nossa xapacidade de pensar....
Responder
0 # Osvaldo 29-03-2019 23:29
OHHHHHHHH ... e o querido PM estaria a falar de que universo ??? Dos de[censurado]dos ou dos governantes ?
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0 # Pedro 29-03-2019 14:39
O sr. Primeiro Ministro está a falar muito e a trabalhar efetivamente para o povo muitíssimo pouco, ou seja, as medidas que estão sendo tomadas pelo atual governo não está a chegar no povo que mais merece. Esse governo está a trabalhar apenas por um grupo de elites.
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+2 # A.A.L.Tavares 29-03-2019 06:54
Basta começar pelo princípio... E com caracter ! Sabendo "com sentido" o que se pretende", para além da "retórica da boa vontade"!
Pois, caso contrário o caminho é o inferno!

"De boa vontade está o inferno cheio" e não exitará em recebê-lo, caríssimo Primeiro Ministro!
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