
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições legislativas deste domingo, admitindo que o resultado é “claro” e “doloroso” para o seu partido, o Fidesz. “Os resultados da eleição, embora ainda não sejam definitivos, são claros e compreensíveis; para nós, são dolorosos, mas inequívocos”, disse Orbán, sinalizando o fim de 16 anos no poder.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (na foto, quando votava), reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo, 12, diante de seu rival conservador, Péter Magyar, que prometeu “uma mudança do sistema”.
"Os resultados da eleição, embora ainda não sejam definitivos, são claros e compreensíveis; para nós, são dolorosos, mas inequívocos", disse Orbán, que dirige este país membro da União Europeia há 16 anos.
Os resultados parciais indicam uma vitória expressiva do partido Tisza, de Magyar, que poderá alcançar cerca de 136 dos 199 lugares no parlamento, uma maioria qualificada de dois terços que permitirá alterar leis fundamentais. O Fidesz, liderado por Viktor Orbán, deverá ficar reduzido a cerca de 56 deputados.
As eleições legislativas de hoje são as de maior participação eleitoral de sempre na Hungria, atingindo 78,8 por cento (%) dos votos expressos, segundo o balanço oficial divulgado meia hora antes do encerramento das urnas. É um recorde de participação e um aumento significativo em relação aos 62% na última eleição, há quatro anos.
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