"Repensar os transportes aéreos em Cabo Verde exige mais do que novos contratos ou novas companhias. Exige uma mudança de paradigma mental e ético. Exige reconhecer que a credibilidade de um Estado se mede pela forma como trata os seus cidadãos nos momentos de falha. Exige substituir a cultura da promessa pela cultura da responsabilidade verificável. Enquanto essa mudança não acontecer, o país permanecerá num estado de suspensão: nem totalmente imobilizado, nem verdadeiramente em movimento. Um voo que nunca aterra na confiança nem descola para a maturidade institucional."
Do ponto de vista científico, importa sublinhar que o direito à emoção é o mais primordial dos direitos humanos. O ser humano não é, como durante muito tempo se pensou, um ser racional que ocasionalmente sente emoções. É exatamente o contrário: é um ser emocional com capacidade racional. A neurociência, a psicologia do desenvolvimento e a antropologia cognitiva demonstram amplamente que a linguagem emerge de interações socialmente e emocionalmente marcadas e constitui o principal meio através do qual o sujeito se constrói, se reconhece e se exprime no mundo (Damásio;...
O Governo anunciou hoje que a empresa Swissport (Suíça) é a vencedora da terceira fase do concurso internacional para a privatização parcial da Cabo Verde Handling (CV Handling), empresa de assistência aos sete aeroportos e aeródromos do arquipélago.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática dirige um “recado” ao MpD, à CNE, ao DGAP, à CRE/EUA e à Assembleia Nacional, sustentando que não poderão ser realizadas eleições legislativas nos Estados Unidos da América “se persistirem ilegalidades, omissões ou violações dos princípios constitucionais que regem o recenseamento eleitoral”. Em causa está a composição da Comissão de Recenseamento Eleitoral que, segundo o partido, não respeita “os princípios da legalidade, pluralismo político e transparência”.
Um importante evento político terá lugar em breve no Cairo: os chefes e altos representantes dos ministérios dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia e dos Estados africanos reunir-se-ão na acolhedora capital egípcia para avaliar o estado das relações russo-africanas e definir as suas perspectivas de desenvolvimento.
Se a pobreza extrema foi reduzida, por que razão tantos continuam a escolher entre comer e pagar a luz? Se a inclusão social é prioridade máxima, por que razão a precariedade se tornou regra e não exceção? Se o Estado protege, por que razão milhares vivem permanentemente dependentes de subsídios que não libertam, apenas administram a miséria? Chamam de vitória o alargamento do Rendimento Social de Inclusão a cerca de 43 mil famílias. Mas é preciso dizer, com frontalidade: política social que não emancipa é política de contenção, que aprisiona e humilha. Um país não...
O país anda aos solavancos, a bater nas lombas da estrada, a travar com dificuldade. Avança, mas com o travão pesado, quase a parar. Resiste, e isso não é pouco. Resiste porque há uma memória funda, porque há gente anónima que acorda cedo, trabalha, pensa, educa, cuida, vota, discorda em silêncio e ainda acredita que a coisa pública não é um circo permanente. Vivemos um tempo estranho, em que grandes homens se esquecem de que o são, e outros, que sempre estiveram ativos, já não parecem necessários.