Em matéria linguística podemos ser parceiros soberanos, nunca súbditos de qualquer cagança científica estrangeira, sobretudo se ela nos cheira ao retorno duma trapaça já desmascarada, venha duma argêntea montada em milhões ou do zé da esquina onde bebo os copos. Por isso voltamos a dizer: não aceitaremos a mediocridade e a ignorância de compêndio, inda venha embrulhada em capas doutorais. Ao vir intimar os bravos cabo-verdianos (é certo que os há também pusilânimes e traidores) com diktats supremacistas, a madre do projeto ORIZON deu um tiraço de canhão nos dois pés e,...
O particípio passado colocado pelo asninho que obrou o comunicado é que lixou o intrépido Amadeu. Este cidadão, que também é poeta, rotundamente poeta, e para sempre poeta, aprendeu a utilizá-lo muitíssimo bem desde a antiga quarta classe, muito do gosto de certo santantonense. O que devia chamá-lo, e com toda a propriedade, era radical. Isso, sim, assentava ao poeta verdadeiramente bem. Que é a poesia senão radicalidade de linguagem subtraída ao uso funcionário normativo-pragmático? Que é um poeta senão um radical ético, um visionário construtor de mundos reais, para além...
Pirinha, filme da realizadora caboverdiana Natasha Craveiro, cujo título remete a um doce da infância da cineasta, traz em seu título toda a pureza, suavidade e alegria que deveriam, em tese, permear o universo infantil. Contudo, a obra acaba por desvelar uma história trágica na vida da personagem principal, que é a violência sexual. Trata-se de um documentário ficcional que nos arrebata pela forma poética com que consegue contar uma história de dor profunda, mas também de cura, e isso emociona ainda mais.
Hoje é tempo de me dirigir a ti, Irina, / em vagares de pai já velho. (Não, não trago / conselhos, eu que fui sempre um pouco gago / quando se tratava de verbalizar a paternal estima,
...essa trupe é tão falha de princípios de ética científica, que depois de terem levado umas valentes reguadas no parecer emitido por linguistas residentes em Portugal, foram de mansinho, para que ninguém se apercebesse, corrigir alguns lunatismos, sem nunca dizer que foram aproveitamentos de ensinamentos de quem sabe sem alardear, e que trabalha para a dignificação da língua cabo-verdiana, não para encher os bolsos ou abrilhantar os currículos, mas para que no céu da caboverdianidade a nossa língua-mãe seja a primeira e a estrela mais firme. Nós voltaremos enquanto esse perigo...
Que se reerga a grande ilha do Porto Grande e Monte Cara pelo alento das suas valorosas gentes, com a solidariedade fraterna e firme dos cabo-verdianos de todas as ilhas e diásporas, contra projetos supremacistas malsãos engendrados por mãos estrangeiras, ainda que acolitadas por serventuárias nacionais. Hoje mais do que nunca faz sentido o verso de «súplica« de Djoya «sonsent nxina-me oiá lus di sol». Que o sol do novo dia te seja de novo radioso, Sonsent.
“As Revoltas de Santiago – Juventude, Memória e Identidade” é o tema de um evento promovido pela Câmara Municipal de Santa Catarina, onde se pretende assinalar a importância das revoltas enquanto marco da identidade, da memória coletiva e da luta do povo cabo-verdiano pela liberdade, em particular de Santa Catarina. Acontece no próximo domingo, 24.