Jónica Brito acusa Governo de ausência no quotidiano dos cidadãos
Política

Jónica Brito acusa Governo de ausência no quotidiano dos cidadãos

Segundo a líder do PTS, o contacto direto com as pessoas tem permitido traçar um diagnóstico comum entre comunidades urbanas e rurais: a ausência do Governo no quotidiano dos cidadãos. “As pessoas não têm sentido a mão do Estado. O que ouvimos é um grito de socorro contra o descaso das autoridades”, afirmou a cabeça de lista por Santiago Sul, sublinhando que o futuro do país “não pode continuar a ser adiado”.

A líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, reiterou as críticas à atual governação de Ulisses Correia e Silva e denunciou um cenário de “abandono e descaso” do Estado que atravessa as principais ilhas do arquipélago.

A cabeça de lista pelo Círculo Eleitoral de Santiago Sul afirmou que “a dignidade dos cabo-verdianos tem sido ignorada” em prol “de gastos mal priorizados”.

As críticas de Jónica Brito têm vindo a subir de tom, numa altura em que o PTS já percorreu em ações de campanha a capital do país, o interior de Santiago e São Vicente, as regiões de maior influência do partido, que tem vindo a apostar numa estratégia de proximidades com as populações.

Segundo a candidata, o contacto direto com as pessoas tem permitido traçar um diagnóstico comum entre comunidades urbanas e rurais: a ausência do Governo no quotidiano dos cidadãos.

País não pode continuar adiado

“As pessoas não têm sentido a mão do Estado. O que ouvimos é um grito de socorro contra o descaso das autoridades”, afirmou a líder do PTS, sublinhando que o futuro do país “não pode continuar a ser adiado”.

Para contrariar esse rumo, a Plataforma Eleitoral do PTS está focada em uma “reestruturação profunda” do Orçamento do Estado, com Jónica Brito a criticar o volume de despesas públicas que não se traduz em bem-estar social, e defendendo que a saúde, a educação e o setor primário devem ser as “âncoras de qualquer executivo”.

Na agricultura e pecuária, a líder do PTS sustenta uma aposta estratégica como motor de desenvolvimento, e defende uma política de humanismo para substituir a “frieza dos números”, com uma abordagem centrada na qualidade de vida real das pessoas.

“Somos a voz do terreno. Queremos chegar ao parlamento para relatar não só a realidade das pessoas, mas a nossa própria realidade enquanto jovens que estudaram e procuram uma oportunidade”, reforçou destacou Jónica Brito, assegurando que a luta do partido é o compromisso com uma mudança “inevitável e urgente” para Cabo Verde.

C/Inforpress
Foto: Inforpress

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